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Júlio Campos "destrói" Mauro Mendes e expõe ditadura política no coração do poder em Mato Grosso

MAURO MENDES VIRA ALVO DE FOGO AMIGO DEVASTADOR

19/05/2026 - 16:36 | Atualizada em 19/05/2026 - 18:31

Cícero Henrique

Júlio Campos

Foto: João Vieira

O racha dentro do União Brasil escancarou aquilo que muitos aliados históricos já vinham denunciando nos bastidores: o projeto político de Mauro Mendes teria deixado de lado o diálogo para apostar na imposição, no isolamento de lideranças e na concentração absoluta de poder.

As declarações do ex-governador Júlio Campos durante um programa de rádio nesta terça-feira (19) não foram apenas um desabafo político, mas um ataque direto ao núcleo duro do governador, acusado de transformar o partido em um território controlado por interesses pessoais e acordos fechados a portas trancadas. Quando Júlio chama o grupo de Mauro Mendes de “corja”, a crise interna deixa de ser mera divergência e passa a expor uma guerra aberta pelo comando da direita mato-grossense.
 

O que mais chama atenção é o nível de ingratidão política denunciado pelo próprio Júlio Campos. Segundo ele, Mauro Mendes teria sido acolhido pelo antigo Democratas em um momento de fragilidade política e financeira, recebendo apoio decisivo para disputar e vencer o Governo do Estado. Agora, porém, os antigos aliados afirmam ter sido descartados, ignorados e até perseguidos dentro da legenda que ajudaram a construir.

A crítica sobre a tentativa de “expurgar” figuras históricas do partido reforça a percepção de que Mauro Mendes governa cercado por um grupo fechado, alimentando um ambiente de arrogância política, vaidade administrativa e autoritarismo interno.

“Cometemos esse erro grave de aceitar essa corja”

A imposição do nome de Otaviano Pivetta como sucessor, segundo os críticos, seria apenas mais um capítulo de uma gestão marcada pelo controle absoluto das decisões e pela ausência de debate democrático. O discurso de Júlio Campos revela um União Brasil rachado, ferido e cada vez mais distante da unidade que tentou vender ao eleitorado.

Nos bastidores, cresce a avaliação de que Mauro Mendes pode até manter força institucional no governo, mas começa a perder algo muito mais perigoso para qualquer líder político: a confiança dos próprios aliados.

 

 

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