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APAGÃO MORAL: Bolsonaristas de Mato Grosso fogem da imprensa e enterram o discurso anticorrupção após escândalo de Flávio Bolsonaro

MATO GROSSO

15/05/2026 - 09:36 | Atualizada em 16/05/2026 - 08:50

Cícero Henrique

APAGÃO MORAL: Bolsonaristas de Mato Grosso fogem da imprensa e enterram o discurso anticorrupção após escândalo de Flávio Bolsonaro

Foto: Reprodução

O silêncio ensurdecedor da tropa bolsonarista de Mato Grosso diante das denúncias que atingem o senador Flávio Bolsonaro escancarou uma contradição que a população já começa a enxergar com clareza. Quando os escândalos envolviam adversários políticos, principalmente nomes ligados ao PT, os discursos inflamados apareciam em questão de minutos, acompanhados de vídeos, entrevistas e ataques ferozes nas redes sociais. Agora, diante das suspeitas que cercam um dos principais nomes do clã Bolsonaro, o que se vê é um silêncio estratégico, quase desesperado, de quem teme enfrentar a própria militância radicalizada.

Em Cuiabá, o comportamento do prefeito Abilio Brunini, dos dputados estaduais deputados federais, virou alvo de críticas nos bastidores políticos e nas rodas de conversa da capital. Conhecido por posar de fiscal da moralidade e por transformar ataques à esquerda em espetáculo político, o prefeito agora evita tocar no assunto envolvendo seu principal aliado ideológico. O mesmo discurso agressivo usado contra adversários desapareceu. Abilio, que antes ocupava microfones e redes sociais para condenar escândalos nacionais, agora prefere o papel de espectador silencioso, ignorando as cobranças e fingindo não enxergar a gravidade das denúncias que atingem o núcleo bolsonarista.

Nos corredores da política mato-grossense, o clima é de fuga e constrangimento. Parlamentares bolsonaristas desapareceram da imprensa, evitam entrevistas e, segundo relatos de bastidores, muitos simplesmente desligaram os celulares para escapar das perguntas incômodas dos jornalistas. A estratégia do silêncio revela medo, fragilidade e conveniência política. Afinal, para quem sempre pregou “combate à corrupção” como bandeira máxima, a omissão diante de denúncias envolvendo aliados soa como hipocrisia explícita. O moralismo seletivo virou a marca registrada de uma direita que hoje prefere se esconder do que explicar suas próprias contradições.

 

 

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