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PF explode bunker político de Cláudio Castro em megaoperação bilionária contra fraude no setor de combustíveis

BLOQUEIO DE R$ 52 BILHÕES

15/05/2026 - 09:10 | Atualizada em 15/05/2026 - 15:59

Cícero Henrique

PF explode bunker político de Cláudio Castro em megaoperação bilionária contra fraude no setor de combustíveis

Foto: Agência Brasil

O cerco da Polícia Federal voltou a atingir o núcleo político ligado ao bolsonarismo no Rio de Janeiro. O ex-governador Cláudio Castro, aliado histórico do clã Bolsonaro, virou alvo da Operação Sem Refino, deflagrada nesta sexta-feira (15), em mais um capítulo explosivo das investigações que miram esquemas bilionários no setor de combustíveis. Agentes da PF cumpriram mandado de busca e apreensão no apartamento onde Castro reside, em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, área nobre da capital fluminense. A ação teve apoio técnico da Receita Federal e ampliou ainda mais a pressão sobre figuras influentes da política e do empresariado carioca.

No centro da investigação está Ricardo Magro, dono do Grupo Refit e apontado pelas autoridades como um dos maiores fraudadores de impostos do país. Segundo a Polícia Federal, a organização investigada teria criado uma complexa estrutura societária e financeira para ocultar patrimônio, dissimular bens e enviar recursos ilegalmente ao exterior. A ofensiva faz parte das apurações ligadas à ADPF 635/RJ, que investiga conexões entre organizações criminosas, empresários poderosos e agentes públicos no estado do Rio de Janeiro.

A dimensão do escândalo impressiona. A Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas, numa das maiores medidas patrimoniais já vistas em operações recentes da PF. A crise ganhou contornos ainda mais devastadores após os desdobramentos da Operação Carbono Oculto, que apura um suposto esquema bilionário envolvendo créditos tributários e o mercado de combustíveis. Nos bastidores políticos, adversários de Castro afirmam que a operação expõe relações perigosas entre poder político, influência empresarial e o chamado “submundo econômico” fluminense, aumentando a temperatura de um cenário já tomado por denúncias, suspeitas e desgaste institucional.

 

 

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