12/05/2026 - 13:21
Cícero Henrique
Na sessão desta terça-feira, a base do prefeito Abilio Brunini(PL) viveu um daqueles roteiros políticos que misturam constrangimento, silêncio e ausência estratégica. Enquanto vereadores subiam o tom contra a gestão municipal, cobrando respostas para problemas que se acumulam em Cuiabá, o líder do prefeito na Câmara, Dilemário Alencar, optou pela mais segura das estratégias: assistir tudo calado, quase como quem aguardava o fim do temporal sem precisar defender o indefensável.
Nos corredores da Câmara, o silêncio de Dilemário chamou mais atenção do que muitos discursos inflamados. Em tempos normais, líderes governistas costumam entrar em campo para blindar o chefe do Executivo, rebater críticas e tentar reorganizar a tropa. Mas desta vez, o vereador preferiu a discrição absoluta, deixando no ar a sensação de que até aliados já perceberam que a gestão enfrenta turbulências difíceis de esconder. Para muitos parlamentares, o silêncio acabou funcionando como uma confirmação involuntária das críticas disparadas contra o Palácio Alencastro.
Como se o cenário já não fosse simbólico o suficiente, a vereadora Samantha Iris, esposa do prefeito, não compareceu à sessão, justificando ausência. A coincidência política virou prato cheio para comentários nos bastidores, onde vereadores ironizavam que, diante do bombardeio contra a gestão, até os aliados mais próximos decidiram sair de cena. No fim, a sessão deixou uma imagem difícil de apagar: críticas ecoando pelo plenário, liderança muda e a cadeira da primeira-dama da base governista vazia.
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