08/05/2026 - 18:01 | Atualizada em 09/05/2026 - 09:04
Cícero Henrique
A Polícia Civil de Mato Grosso concluiu a investigação que apurava a suspeita de instalação de equipamentos de escuta clandestina no gabinete da prefeita de Várzea Grande. O procedimento foi encerrado após perícia apontar que os aparelhos apreendidos não possuíam capacidade de espionagem ou monitoramento ambiental.
A apuração teve início depois que indícios considerados suspeitos foram identificados durante procedimentos internos realizados na sede da administração municipal. O caso ficou sob responsabilidade da Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande, que analisou os dispositivos recolhidos no local.
Segundo o laudo pericial, os equipamentos se tratavam de campainhas sem fio de uso residencial, destinadas apenas à transmissão pontual de sinais digitais de curto alcance. A análise técnica apontou que os aparelhos não possuem componentes aptos para captação de áudio, imagem ou dados ambientais, além de não apresentarem capacidade relevante de armazenamento de informações.
Com base nas conclusões da perícia, o delegado Ruy Guilherme Peral da Silva afirmou que não foram encontrados elementos concretos que comprovassem a existência de monitoramento clandestino no gabinete da Prefeitura.
“Considerando que não há outras informações concretas acerca da suposta prática de atos clandestinos de captação ambiental no gabinete da Prefeitura Municipal de Várzea Grande, as diligências foram encerradas”, declarou o delegado.
Após o encerramento da investigação, os autos foram encaminhados à Procuradoria Municipal de Várzea Grande.
O caso veio à tona em 20 de março, quando um guarda municipal que atua no comando da Guarda Municipal relatou ter encontrado supostos dispositivos de captação ambiental clandestina durante uma vistoria realizada no gabinete da prefeitura.
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