28/04/2026 - 15:51
Cícero Henrique
A vereadora Rosy Prado afirmou, durante sessão ordinária da Câmara Municipal de Várzea Grande nesta terça-feira (28), que a política ainda carece de maior participação feminina e, sobretudo, de respeito no ambiente institucional. Em discurso na tribuna, a parlamentar declarou que exige tratamento respeitoso por parte dos colegas e da presidência da Casa, atualmente ocupada por Wanderley Cerqueira. “Não vão me calar”, disse, ao reforçar sua posição diante do plenário.
A manifestação ocorreu após a vereadora relatar ter sido alvo de mensagens que classificou como ofensivas e de cunho pessoal, supostamente enviadas pelo vereador Kleberton Feitoza por meio do aplicativo WhatsApp, na última semana. Segundo Rosy Prado, o conteúdo ultrapassaria os limites do debate político ao atingir aspectos ligados à sua condição de mulher, o que, em sua avaliação, pode configurar violência política de gênero — tema previsto na legislação brasileira e que demanda apuração cuidadosa dos fatos.
Durante a sessão, a parlamentar leu uma carta aberta na qual relatou abalo emocional diante do episódio. Ela destacou que críticas no campo das ideias e da atuação parlamentar são legítimas, mas afirmou que ataques de natureza pessoal não contribuem para o debate democrático. Até o momento, não há registro público de manifestação do vereador citado sobre as आरोपações, e eventuais responsabilidades dependem de verificação formal pelos canais institucionais competentes, assegurando o direito ao contraditório e à ampla defesa.
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