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Flávio Bolsonaro reage a ataque do PT e nega ligação com escândalo do Banco Master em meio à escalada da disputa política

ESQUEMA FINANCEIRO

27/04/2026 - 15:03 | Atualizada em 28/04/2026 - 12:23

Cícero Henrique

Flávio Bolsonaro reage a ataque do PT e nega ligação com escândalo do Banco Master em meio à escalada da disputa política

Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu a um vídeo divulgado pelo Partido dos Trabalhadores (PT), no qual a sigla tenta associá-lo ao chamado escândalo envolvendo o Banco Master. A manifestação ocorreu por meio de nota enviada à imprensa, na qual o parlamentar classifica as acusações como “mentirosas e absurdas” e atribui a iniciativa ao que chamou de “desespero” do partido ligado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No material divulgado durante o 8º Congresso Nacional do PT, realizado em Brasília, o vídeo utiliza a expressão “bolsomaster” e afirma que Flávio Bolsonaro teria recebido uma mansão avaliada em R$ 6 milhões como parte de um suposto esquema. A narração também menciona outras acusações já conhecidas envolvendo o senador, como suspeitas relacionadas a práticas de “rachadinhas”, aquisição de imóveis e vínculos com assessores investigados.

Em resposta, o senador nega qualquer relação com o Banco Master ou com irregularidades associadas à instituição financeira. Segundo a nota, o caso citado teria ocorrido em 2024, já durante o atual governo federal, e não envolveria seu nome. O texto também afirma que tentativas de vinculação não se sustentariam diante de uma análise factual.

De acordo com informações disponíveis, Flávio Bolsonaro não é investigado no caso envolvendo o banco. O imóvel citado no vídeo foi adquirido em 2021, com financiamento do Banco de Brasília (BRB), instituição pública do Distrito Federal. As operações do BRB com o Banco Master, incluindo aquisição de carteiras de crédito, ocorreram posteriormente, a partir de 2024, enquanto discussões sobre possível compra da instituição financeira avançaram em 2025.

A nota do senador também menciona críticas ao governo federal e cita nominalmente o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, questionando supostos pagamentos ligados ao banco. Até o momento, não há confirmação oficial de irregularidades envolvendo essas menções no contexto apresentado.

O episódio ocorre em meio ao ambiente de polarização política e pré-disputa eleitoral, com trocas de acusações entre integrantes do governo e da oposição.

 

 

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