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Inovação com nanotecnologia revoluciona a germinação de sementes de soja e promete lavouras mais eficientes

27/04/2026 - 12:18

Inovação com nanotecnologia revoluciona a germinação de sementes de soja e promete lavouras mais eficientes

Foto: Ilustração

Com a demanda global por soluções sustentáveis que aumentem a produtividade agrícola, as nanociências se destacam como possibilidade de desenvolver técnicas para otimizar o setor. Um estudo com pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP utilizou a nanotecnologia para revestir sementes de soja, maior commodity do País, com compostos de interesse agropecuário. O processo de dispersão das nanofibras curtas de acetato de celulose em água, bem como sua aplicação por pulverização em sementes, representa uma das inovações da pesquisa, que levou a um pedido de patente de criação por seu potencial impacto na área.

Paulo Augusto Marques Chagas, pós-doutorando na FCFRP com formação em Engenharia Biotecnológica pela Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), explica que as nanofibras são estruturas com comprimento muito maior que seu diâmetro, que se encontra na escala nanométrica, e podem ser produzidas pela técnica de eletrofiação – processo que utiliza alta voltagem para transformar uma solução polimérica em uma manta formada por essas nanofibras.

Os compostos de interesse do estudo são inseridos na solução visando ao crescimento e desenvolvimento das plantas, nesse caso sendo as nanopartículas de óxido de zinco e o ácido giberélico, fitormônio importante para os vegetais. “Utilizar a nanotecnologia através do sistema de liberação das nanofibras curtas na água é o coração da pesquisa. Conseguimos agora aplicar de uma forma diferente essa tecnologia, de maneira a chegar no agricultor como produto”, afirma.

As nanofibras são obtidas a partir da dissolução do acetato de celulose, polímero utilizado na preparação da solução polimérica empregada na eletrofiação. Após a formação dessa solução, são adicionados os compostos bioativos (substâncias orgânicas encontradas em pequenas quantidades em alimentos – como frutas, vegetais e nozes – que trazem efeitos benéficos à saúde) de interesse que passam a ser incorporados à membrana de nanofibras formada durante o processo. Posteriormente, essa membrana é submetida à fragmentação mecânica, permitindo a obtenção de nanofibras curtas, que podem ser dispersas em água e aplicadas por pulverização sobre as sementes.

Paulo Augusto Marques Chagas – Foto: LinkedIn

Diferentemente das técnicas convencionais de revestimento de sementes, as nanofibras com estrutura curta são dispersíveis em água, o que permite a liberação controlada dos compostos ativos próximos às sementes durante a germinação. Assim, após a fragmentação do tecido polimérico, os cientistas adicionaram as nanofibras em um frasco com água e pulverizaram o conteúdo sobre os grãos.  Clique neste LINK para ler o artigo completo)  (Jornnal da USP)
 

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