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Em Mato Grosso há ''estrelas'' demais para pouco palco, e o fantasma do quociente eleitoral assusta mais que lobisomem

24/04/2026 - 13:48 | Atualizada em 25/04/2026 - 11:51

Redação

Em Mato Grosso há ''estrelas'' demais para pouco palco, e o fantasma do quociente eleitoral assusta mais que lobisomem

Foto: Reprodução

A passagem de Flávio Bolsonaro (PL) por um evento do agronegócio realizado em Sinop (503 km de Cuiabá) na última quarta-feira (22) foi marcada por constrangimento e disputa de espaço entre políticos de Mato Grosso. 

Vários políticos saíram de Cuiabá apenas para tietar o pré-candidato Flávio, mas ficaram desapontados com a relativa frieza do filho de Jair Bolsonaro. O governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que autorizou repasse do Estado no valor de mais de R$ 3 milhões para o evento, acabou deixando o palco depois de ser empurrado por um político local.

A maioria dos políticos presentes desejava apenas posar para fotos ao lado do presidenciável, na pretensão de conquistar votos de bolsonaristas ligados ao agronegócio. Acontece que em Mato Grosso há 'estrelas' demais para pouco palco, e o fantasma do quociente eleitoral assusta mais que lobisomem. 

As feiras do agronegócio transformaram-se em palanques eleitorais que exaltam um grupo político e hostilizam quem ousa pensar diferente. Em um passado não tão distante, antes das redes sociais lacradoras e da polarização política, as feiras do agro eram livres de radicalismos, lugar de negócios e lazer para toda a gente. 
 

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