22/04/2026 - 12:12 | Atualizada em 23/04/2026 - 09:25
Cícero Henrique
O deputado estadual Max Russi (Podemos) elevou o tom das críticas à gestão da saúde pública em Mato Grosso ao afirmar, na sessão desta quarta-feira (22), que vem recebendo uma enxurrada de reclamações de diferentes regiões do estado. Segundo o parlamentar, os relatos apontam para um cenário de desorganização, falhas no atendimento e indícios de aparelhamento dentro da estrutura da Secretaria de Estado de Saúde, o que, na avaliação dele, compromete diretamente a qualidade dos serviços prestados à população.
Russi também denunciou dificuldades institucionais no diálogo entre o Legislativo e o Executivo. De acordo com ele, a Secretaria não estaria atendendo às reivindicações dos deputados, mesmo quando direcionadas a demandas urgentes da população. O parlamentar relatou ainda que servidores da pasta não respondem a ligações ou solicitações formais, o que, segundo ele, evidencia uma ruptura na comunicação entre os poderes e agrava a sensação de abandono enfrentada por usuários do sistema público de saúde.
Outro ponto destacado pelo deputado diz respeito à precariedade do atendimento nos municípios. Conforme Russi, há falta de estrutura e de assistência adequada em postos de saúde, o que tem gerado insatisfação crescente entre os cidadãos. Ele afirma que essas falhas refletem não apenas problemas de gestão, mas também possíveis distorções na condução de contratos e políticas públicas na área.
O parlamentar também revelou ter recebido denúncias envolvendo o suposto aparelhamento da saúde por meio de empresas contratadas em processos licitatórios. Entre os casos citados está o da Agir, que atua no município de Cáceres e teria sido alvo de ações da Polícia Federal em operações realizadas em outros estados. Diante desse cenário, Russi defendeu a necessidade de revisão imediata dos contratos e cobrou do governo estadual a suspensão de licitações sob suspeita. “Vamos cobrar que o governo suspenda essas licitações”, afirmou, sinalizando que o tema deve ganhar força nos debates políticos nas próximas semanas.
O presidente do Parlamento Estadual lembrou que a CPI da Saúde vai ser acionada para também atuar nesta questão e apurar se existe ou não aparelhamento na Saúde Pública em Mato Grosso, pois os deputados é que são cobrados. Tem denuncias de pessoas que conduziram os processos licitatórios.
ASSISTA
"Deputado é cobrado diariamente por vagas de UTIs ou atendimentos com dignidade e não encontra nem resposta para dar a população', disse Max Russi que assegurou ir a fundo nas apurações e na punição dos responsáveis, citando que quem conduziu a licitação virou funcionário da empresa ganhadora.
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