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Sem registrar diretório da Federação União Progressista, União e PP ficam à mercê de Rueda e Ciro Nogueira

Paralelamente, promotor arquiva notícia de fato que questionou o desmonte do Samu

17/04/2026 - 14:10 | Atualizada em 20/04/2026 - 09:17

Cícero Henrique

Sem registrar diretório da Federação União/PP em Mato Grosso, partidos não têm legitimidade para, individualmente, propor ações judiciais, eleitorais e nem mesmo definir os candidatos que disputarão as eleições em outubro. 

“Nos termos do art. 11-A da Lei n. 9.096/1995, os partidos políticos que se reúnem em federação passam a atuar, para todos os efeitos, como se uma única agremiação partidária fossem. Tal diretriz é reiterada pela Resolução TSE n. 23.670/2021, cujo art. 4º, § 1º, estabelece a obrigatoriedade de atuação unificada das legendas federadas em todos os níveis da federação”, argumentou o procurador regional eleitoral auxiliar de Mato Grosso, Frederico Siqueira Ferreira, em representação eleitoral movida pelo União Brasil contra um site local.

O presidente do União Brasil no estado, Mauro Mendes, e Nilson Leitão, presidente do PP, falharam. O resultado é que eles perdem autoridade para definir as questões regionais. Quem decidirá é Executiva Nacional da Federação União/ ProgressistaP, comandada por Antônio Rueda (União) e Ciro Nogueira (PP).

Mauro Mendes há muito defende a candidatura de Otaviano Pivetta (Republicanos), enquanto o senador Jayme Campos insiste disputar o cargo de governador. A palavra final, de acordo com a legislação eleitoral, será da Executiva Nacional. Nos bastidores, a disputa já começou. Quem terá mais poder de negociação com Rueda e Ciro Nogueira?
 

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