Cuiabá - O governador em exercício Otaviano Pivetta afirmou durante entrevista à Rádio Capital FM nesta quinta-feira (16), que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) deixará de operar no formato atual em Mato Grosso. Segundo Pivetta, o serviço de atendimento de urgência e emergência passará a ser realizado pelo Corpo de Bombeiros.
“Esse é um serviço que é essencial. O Samu é um serviço importantíssimo, que a partir daqui quem faz é o Corpo de Bombeiros”, declarou Pivetta. O governador em exercício também destacou que a mudança tem como objetivo reduzir custos e enxugar a máquina pública. “Nós vamos diminuir custos, simplificar a máquina, diminuir onde é possível”, completou.
A afirmação repercutiu negativamente entre profissionais de Saúde e parlamentares que estão unindo esforços para mediar a crise causada pela demissão de 56 profissionais do Samu. De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde de Mato Grosso (Sisma/MT), Carlos Mesquita de Magalhães, das
12 unidades do Samu em Cuiabá e Várzea Grande, apenas cinco estão em funcionamento. Em Várzea Grande, apenas uma das quatro bases está ativa, deixando a população sem assistência adequada.
Horas após a entrevista, a Secretaria de Comunicação do Estado de Mato Grosso noticiou a decisão do promotor Milton Mattos, da 7ª Promotoria de Justiça de Cuiabá, de arquivar notícia de fato que apontou prejuízo à população
“Longe de haver prejuízo à população, o serviço vem apresentando desempenho operacional mais eficiente, com maior celeridade no atendimento das demandas emergenciais”, destacou o promotor, segundo a Secom.
"O Ministério Público ressaltou que o número de equipes disponíveis aumentou mais de 100%, o que também possibilitou o aumento de atendimentos à população e a redução do tempo-resposta nas ocorrências em cerca de 36%, fator que é essencial para aumentar as chances de sucesso em situações de emergência", afirma a nota governamental, sem disponibilizar os dados que levaram a esta conclusão.
O deputado estadual Lúdio Cabral (PT-MT) afirmou hoje (16), em vídeo publicado em suas redes sociais, que a decisão do governador de acabar com o Samu é equivocada. "É a mesma coisa que dizer que quem vai atender nas unidades de saúde é a Polícia Militar... o Samu não pode deixar de existir jamais, porque ele é um componente essencial do Sistema Único de Saúde, um componente que lida com situações de urgência, de emergência, com o risco da perda da vida das pessoas", afirmou.