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Das 12 unidades do Samu, apenas 5 estão funcionando em Cuiabá e Várzea Grande; população em risco

Sem o socorro do Samu, cidadãos estão à mercê da sorte

15/04/2026 - 17:25 | Atualizada em 16/04/2026 - 18:28

Redação

Das 12 unidades do Samu, apenas 5 estão funcionando em Cuiabá e Várzea Grande; população em risco

Foto: Arquivo/Marcos Vergueiro

A crise no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Mato Grosso levou a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) a intensificar a cobrança por esclarecimentos do governo estadual.

Diante da gravidade da situação — marcada pela redução de equipes, demissão de 56 servidores sob a gestão de Mauro Mendes (União), ambulâncias fora de operação e riscos à população —, o secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo, foi convocado para prestar informações.

Durante a sessão ordinária desta quarta-feira (15), o presidente da ALMT, deputado Max Russi (Podemos), informou à imprensa que as denúncias serão oficialmente encaminhadas à Casa Civil. Ele destacou que o Parlamento não se omitirá frente ao cenário crítico.

Russi afirmou que o caso já foi direcionado à Comissão de Saúde e que também será formalizado junto à Casa Civil por meio de ofício e comunicação em plenário. A declaração ocorreu após reunião com o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde de Mato Grosso (Sisma/MT), Carlos Mesquita de Magalhães, e trabalhadores do Samu.

A Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social oficializou a convocação do secretário Juliano Melo, que deverá comparecer à ALMT na próxima quarta-feira (22), às 8h.

Segundo o presidente do Sisma, a situação é alarmante: das 12 unidades do Samu em Cuiabá e Várzea Grande, apenas cinco estão em funcionamento. Em Várzea Grande, apenas uma das quatro bases está ativa, deixando a população sem assistência adequada.



Magalhães relatou ainda que diversas regiões estão descobertas, com ambulâncias paradas em bairros como Centro, Parque Ohara, Pedra 90 e São João Del Rei, em Cuiabá, além de áreas como Cristo Rei, em Várzea Grande.

Ele também criticou a ausência do secretário de Saúde em reuniões anteriores com a Comissão da ALMT e ressaltou a urgência de medidas. Segundo o sindicalista, a saída dos 56 profissionais impacta diretamente o atendimento, especialmente por se tratarem de trabalhadores que atuaram na linha de frente durante a pandemia.

A crise gerou reação entre deputados estaduais, que defenderam a recomposição das equipes, melhoria da estrutura e continuidade do serviço.

O deputado Paulo Araújo (Republicanos), membro da Comissão de Saúde, cobrou a prorrogação do concurso público da saúde e a convocação dos aprovados. Ele também criticou o alto número de servidores contratados na Secretaria de Estado de Saúde.

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Já o deputado Lúdio Cabral (PT) classificou o cenário como extremamente grave, destacando os riscos imediatos à população e lembrando que o problema já havia sido alertado desde março.

Por sua vez, o deputado Dr. João (MDB) e a deputada Janaína Riva (MDB) reforçaram a necessidade de valorização dos profissionais e criticaram qualquer tentativa de enfraquecimento do Samu. Janaína destacou que a paralisação de unidades compromete diretamente o atendimento e coloca vidas em risco, cobrando maior sensibilidade do governo diante da situação.
 

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