15/04/2026 - 12:08 | Atualizada em 16/04/2026 - 07:55
Cícero Henriwue
A crise no atendimento de urgência em Mato Grosso escancarou mais do que falhas pontuais: revelou o rastro de decisões questionáveis herdadas da gestão do ex-governador Mauro Mendes e a falta de resposta firme do atual chefe do Executivo, Otaviano Pivetta. No centro do colapso está o sucateamento silencioso do Samu, um serviço essencial que agora opera à beira da paralisação.
Da tribuna da Assembleia Legislativa, o deputado Paulo Araújo foi direto ao ponto: o governo simplesmente desmontou parte da estrutura ao rescindir contratos de 56 profissionais, comprometendo o funcionamento das equipes. “O Samu não pode fechar de jeito nenhum. Não aceitamos isso”, disparou. A cobrança é clara: convocação imediata dos concursados da saúde para recompor o serviço.
Mas o cenário descrito vai além de um alerta é um retrato de abandono. O deputado Lúdio Cabral trouxe números alarmantes: ambulâncias paradas em regiões estratégicas como Coxipó e Pedra 90, além de equipes inteiras fora de operação em Várzea Grande e no Cristo Rei. De 12 unidades do Samu, 7 estão inativas por pura falta de profissionais. Uma paralisia que, na prática, significa vidas em risco.
A responsabilidade não pode ser diluída. A gestão de Mauro Mendes deixou lacunas graves na condução da saúde pública, e o atual governo, sob comando de Otaviano Pivetta, ainda não apresentou respostas à altura da urgência. O resultado é um sistema que falha justamente quando o cidadão mais precisa.
A população não quer justificativas técnicas nem disputas políticas quer ambulâncias rodando, equipes completas e atendimento garantido. O Samu não é opcional. É linha de frente entre a vida e a morte. E hoje, em Mato Grosso, essa linha está perigosamente fragilizada.
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