informe o texto

Notícias | Legislativo

Jayme Campos critica prazo de obras na BR-163/230 e articula reação no Senado

Senador mato-grossense diz que não apoia modelo com obras concentradas no fim do contrato e anuncia mobilização para cobrar mudanças na ANTT

14/04/2026 - 15:21

Cícero Henrique

Jayme Campos critica prazo de obras na BR-163/230 e articula reação no Senado

Foto: Waldemr Barreto/Agência Senado

O senador Jayme Campos (União-MT) adotou um tom mais duro nesta terça-feira (14), durante audiência pública da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), ao questionar o cronograma previsto para as obras de ampliação da BR-163/230, no trecho entre Sinop (MT) e Miritituba (PA).

Contrário ao modelo apresentado, ele anunciou a mobilização da bancada federal de Mato Grosso para pressionar por mudanças e não descartou a convocação dos responsáveis para prestar esclarecimentos na Comissão de Infraestrutura do Senado.

A audiência debateu a repactuação do contrato da concessionária Via Brasil em um dos principais corredores logísticos do país. A proposta prevê intervenções em 1.009 quilômetros de rodovia, com estimativa de R$ 10,4 bilhões em investimentos e R$ 4,7 bilhões em custos operacionais. As contribuições públicas ao projeto seguem abertas até 22 de abril.

Durante sua fala, o senador criticou o modelo de execução das obras, especialmente a concentração das intervenções mais relevantes no fim do contrato. Ele comparou a proposta a experiências anteriores mal avaliadas e afirmou que o formato pode prejudicar novamente a população mato-grossense.

Entre as melhorias previstas estão a duplicação de cerca de 246 quilômetros, a implantação de 393 quilômetros de novas faixas e vias adicionais, além de 30 quilômetros de vias laterais e ajustes em interseções, retornos, passarelas e pontos de ônibus. Para Campos, no entanto, o principal problema não está no volume de investimentos, mas no ritmo de execução e na priorização dos trechos mais críticos.

O senador destacou como inaceitável o prazo de até nove anos para a conclusão da duplicação, classificando o cronograma como uma inversão de prioridades. Segundo ele, trechos com maior índice de acidentes, como os que passam por Guarantã do Norte, Matupá e Peixoto de Azevedo, ficariam para as etapas finais, prolongando riscos para motoristas e transportadores.

Campos defendeu a reformulação do projeto, com antecipação das obras nos segmentos mais perigosos. Para ele, uma rodovia estratégica para o escoamento da produção e o deslocamento de milhares de pessoas não pode ter intervenções urgentes adiadas para os últimos anos do contrato.

Participaram da audiência autoridades e lideranças políticas da região, entre elas parlamentares, gestores municipais e representantes locais.

 

Informe seu email e receba notícias!

Sitevip Internet