09/04/2026 - 13:28
Redação
A Folha de S.Paulo revelou que dados da Receita Federal, encaminhados à CPI do Crime Organizado, indicam a existência de pagamentos milionários realizados pelo Banco Master a escritórios e empresas associadas a figuras políticas. As informações fazem parte de investigações que buscam esclarecer a natureza dessas relações financeiras.
De acordo com o levantamento, o banco controlado por Daniel Vorcaro teria repassado cerca de R$ 10 milhões ao escritório do ex-presidente Michel Temer em 2025. Temer declarou ter recebido R$ 7,5 milhões por serviços de mediação. Já o ex-ministro Henrique Meirelles acumulou R$ 18,5 milhões entre 2024 e 2025, segundo ele, por atividades de consultoria.
Outros nomes também aparecem na lista de repasses: Guido Mantega, com R$ 14 milhões; Antonio Rueda, com R$ 6,4 milhões; e ACM Neto, com R$ 5,45 milhões. As empresas e profissionais citados afirmam que os serviços prestados foram legais e devidamente formalizados.
No caso envolvendo o senador Jaques Wagner, os dados apontam R$ 289 mil recebidos como pessoa física, valor que ele atribuiu a aplicações financeiras. Paralelamente, uma empresa ligada à sua família teria recebido R$ 12 milhões. Em nota, a companhia afirmou que todas as operações foram legais e declaradas.
Também consta nos registros o ex-ministro Fabio Wajngarten, com R$ 3,8 milhões, que declarou ter sido contratado para atuar na defesa de Vorcaro. Já empresas do Grupo Massa, pertencente ao apresentador Ratinho, aparecem com cerca de R$ 24 milhões em repasses. O grupo informou que o governador Ratinho Jr não integra essas empresas.
Os dados integram o escopo da CPI do Crime Organizado, que investiga possíveis conexões financeiras entre o Banco Master, agentes políticos e empresas privadas, em um caso que segue sob análise das autoridades competentes.
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