05/04/2026 - 12:06 | Atualizada em 06/04/2026 - 11:14
Redação
A janela partidária encerrada na última sexta-feira(3) provocou uma reconfiguração significatica na Câmara dos Deputados, com mudanças que atingiram mais de 20% dos parlamentares. O movimento, impulsionado pela disputa eleitoral de 2026, ainda pode crescer à medida que novas filiações sejam formalizadas.
Levantamento aponta ao menos 119 trocas partidárias entre deputados titulares, com base em dados da Câmara, comunicados das legendas e anúncios públicos feitos até sábado (4). O período, previsto na legislação eleitoral, permite que parlamentares mudem de partido sem risco de perda de mandato.
Reconfiguração das bancadas
As movimentações alteraram o equilíbrio de forças entre os partidos. Algumas legendas ampliaram suas bancadas, enquanto outras registraram perdas expressivas, refletindo a reorganização política em curso no Congresso.
O União Brasil liderou o número de saídas, com 28 deputados deixando a sigla. Ainda assim, conseguiu amenizar o impacto com 21 novas filiações, mantendo-se entre as maiores bancadas da Câmara.
Partidos como Republicanos, PSD, MDB e PP apresentaram números semelhantes entre entradas e saídas, indicando uma redistribuição mais equilibrada de parlamentares.
Mudanças pontuais e impactos políticos
O PT teve uma baixa com a saída da deputada Luizianne Lins, do Ceará, que deixou o partido após 37 anos para se filiar à Rede. Apesar disso, a legenda mantém posição relevante no cenário da Câmara.
O PSDB registrou crescimento, com saldo positivo de quatro deputados, chegando a 19 integrantes. Já o PDT teve um dos desempenhos mais negativos proporcionalmente, com apenas uma nova filiação e oito saídas.
As mudanças refletem estratégias eleitorais e alianças regionais, com parlamentares buscando posicionamento mais favorável para as eleições de 2026.
Regras da janela e próximos passos
A janela partidária começou em 5 de março e teve duração de 30 dias. O mecanismo existe para permitir a troca de partido sem punição em anos eleitorais, respeitando o princípio da fidelidade partidária, que estabelece que o mandato pertence à legenda.
Com o fim do período, as articulações avançam para as convenções partidárias, quando serão definidos os candidatos que disputarão o pleito. O primeiro turno das eleições de 2026 está marcado para 4 de outubro.
Trocas também alcançam o Senado
Apesar de não estarem sujeitos à janela partidária, parlamentares de cargos majoritários também promoveram mudanças recentes de legenda.
O PSD perdeu três senadores. Rodrigo Pacheco migrou para o PSB, em meio a articulações para disputar o governo de Minas Gerais. Eliziane Gama se filiou ao PT, enquanto Angelo Coronel passou a integrar o Republicanos.
O partido, por outro lado, ganhou Carlos Viana, que deixou o Podemos.
Já o PL recebeu dois novos nomes vindos do União Brasil: Sergio Moro e Efraim Filho. Em contrapartida, houve a saída da senadora Dra. Eudócia Caldas, que se filiou ao PSDB.
As movimentações indicam uma reorganização mais ampla no Congresso, antecipando a disputa eleitoral e consolidando novas alianças políticas.
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