05/04/2026 - 11:48 | Atualizada em 06/04/2026 - 12:45
Redação
A possível filiação da ex-senadora Kátia Abreu ao Partido dos Trabalhadores (PT) desencadeou uma reação imediata dentro da legenda. Um grupo de filiados protocolou um recurso junto à Comissão Executiva Nacional solicitando a impugnação da entrada da ex-ministra.
No documento, os autores argumentam que a trajetória política da parlamentar não está alinhada com os princípios históricos do partido. Entre os principais pontos levantados está a atuação de Kátia Abreu como liderança da bancada ruralista e sua proximidade com o agronegócio e grandes proprietários de terra.
Os signatários também destacam que a senadora teria se posicionado, ao longo dos anos, contra pautas tradicionalmente defendidas pela esquerda, como a reforma agrária e a organização de trabalhadores rurais.
Críticas a posições políticas e histórico no Congresso
Outro ponto citado no recurso é a atuação de Kátia Abreu durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o documento, a senadora apoiou a derrubada da CPMF em 2007, medida que, na avaliação dos filiados, prejudicou a gestão petista na época.
Além disso, o grupo menciona o histórico político da parlamentar no Tocantins, alegando que ela teria apoiado candidatos de direita em eleições estaduais, em oposição a nomes ligados ao PT.
Os críticos também afirmam que a senadora não possui histórico de participação em mobilizações populares, como greves e ocupações, e apontam ausência de autocrítica sobre posições consideradas contrárias aos interesses da classe trabalhadora.
Questionamentos sobre processo de filiação no PT
O recurso ainda levanta dúvidas sobre o cumprimento dos trâmites formais para a filiação. Segundo os autores, nem o Diretório Estadual nem a Comissão Executiva Estadual do PT no Tocantins teriam se reunido para deliberar sobre a entrada da senadora, como prevê o estatuto da legenda para lideranças com mandato.
Para o grupo, a eventual filiação também contraria o artigo primeiro do estatuto do partido, que define o PT como uma organização voltada à luta contra desigualdade, exploração e opressão, com base no socialismo democrático.
Em tom crítico, o documento reforça que o partido não representa interesses ligados ao latifúndio ou à elite econômica, destacando a defesa histórica de pautas voltadas à classe trabalhadora.
Assinam o pedido Fabiano Kenji Nohama, Heloísa Lias da Silva, Hílton Faria da Silva, Jozafá Ribeiro Maciel, Maria da Penha da Silva e Thassio Fontes. Até o momento, a direção nacional do PT não se manifestou oficialmente sobre o recurso.
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