02/04/2026 - 18:04 | Atualizada em 09/04/2026 - 13:38
Cícero Henrique
A crise na saúde pública de Cuiabá ganhou novos contornos de gravidade após duras críticas do vereador Dídimo Vovô à gestão do prefeito Abilio Brunini. Em tom contundente, o parlamentar denunciou o fechamento, há mais de um ano, de duas salas especializadas no atendimento a mulheres vítimas de violência — um descumprimento direto da Lei 14.847 de 2024, que estabelece diretrizes para esse tipo de acolhimento.
Segundo Dídimo, o cenário da saúde municipal é “um abismo total”. Ele aponta que a UPA do Morada do Ouro opera com apenas três enfermeiros, quando o mínimo necessário seria o dobro. A precarização, afirma, não é pontual, mas estrutural: “É uma gestão caloteira”, disparou o vereador, ao destacar que 149 médicos seguem sem receber salários, agravando ainda mais o colapso no atendimento.
O parlamentar também denunciou a paralisação de serviços básicos, afirmando que nenhum laboratório público está em funcionamento na capital. Para ele, o problema não é falta de recursos, mas incapacidade de gestão. “A prefeitura não consegue administrar nem R$ 8 milhões”, criticou.
Outro exemplo citado é a situação da Policlínica do Pedra 90, que, segundo o vereador, possui mais de R$ 5,2 milhões em caixa, mas permanece há um ano sem solução para um problema básico: um vazamento no telhado. A inércia administrativa, na avaliação de Dídimo, escancara o descontrole da máquina pública.
Diante desse cenário, o alerta é direto: a próxima semana pode marcar um agravamento ainda maior da crise. Com profissionais sem pagamento, unidades sucateadas e serviços interrompidos, a saúde pública de Cuiabá caminha, segundo o vereador, para um colapso iminente — resultado de uma gestão que, até agora, não conseguiu responder à altura da gravidade da situação.
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