29/03/2026 - 11:38 | Atualizada em 30/03/2026 - 09:56
Cícero Henrique
A declaração do vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), de que haveria políticos retendo até 30% de emendas parlamentares destinadas ao estado, provocou forte reação no meio político e abriu uma nova frente de tensão entre lideranças locais.
Os senadores Jayme Campos (União Brasil) e Wellington Fagundes (PL) rebateram publicamente as afirmações, classificando-as como graves e desprovidas de comprovação. Jayme Campos afirmou que, ao longo de sua trajetória, destinou cerca de R$ 1,5 bilhão em emendas para todos os municípios de Mato Grosso, destacando que nunca foi alvo de boletim de ocorrência ou investigação relacionada à destinação desses recursos.
Já Wellington Fagundes adotou um tom mais incisivo ao cobrar responsabilidade nas declarações. Segundo o parlamentar, acusações dessa natureza exigem provas concretas e identificação dos supostos envolvidos. Para ele, generalizações sem evidências podem gerar insegurança institucional e desgastar a credibilidade da classe política como um todo.
Nos bastidores, a fala de Otaviano Pivetta teve repercussão negativa, inclusive entre aliados, que avaliam que a declaração colocou o próprio vice-governador em uma posição delicada. Interlocutores ouvidos sob reserva apontam que o episódio gerou constrangimento e ampliou a pressão para que eventuais denúncias sejam formalizadas junto aos órgãos competentes, como o Ministério Público.
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