25/03/2026 - 15:11 | Atualizada em 27/03/2026 - 10:29
Cícero Henrique
A denúncia feita pelo deputado estadual Wilson Santos(PSD), lança luz sobre um cenário que expõe prioridades controversas do governo de Mauro Mendes: enquanto áreas essenciais permanecem negligenciadas, investimentos milionários avançam em projetos de apelo visual. Segundo o parlamentar, ao longo de uma década, o Estado destinou apenas 0,01% de seus recursos para o saneamento básico — um índice considerado irrisório diante da realidade enfrentada pela população. “O Estado não está nem aí”, disparou Wilson, ao criticar a ausência de políticas estruturantes para garantir água tratada e condições dignas de vida.
O contraste se torna ainda mais evidente quando comparados os números apresentados. De acordo com o deputado, a construção do Parque Novo Mato Grosso evidencia uma inversão de prioridades: somente a roda-gigante do complexo teria custado cerca de R$ 70 milhões. O valor supera, isoladamente, os investimentos somados em habitação (R$ 66 milhões), saneamento (R$ 10 milhões) e mobilidade urbana (R$ 23 milhões). Para Wilson Santos, os dados escancaram uma escolha política que privilegia obras de visibilidade em detrimento de necessidades básicas da população. “Será que água potável não é prioridade para o governo do Estado?”, questionou.
A crítica ganha contornos ainda mais graves quando se observa a realidade das comunidades ribeirinhas em Cuiabá, que seguem enfrentando dificuldades diárias no acesso à água potável. Para essas populações, a ausência de saneamento não é apenas uma falha administrativa, mas um problema que impacta diretamente saúde, dignidade e qualidade de vida. A denúncia do parlamentar deve intensificar o debate sobre a destinação de recursos públicos e pressionar o governo estadual a justificar suas escolhas diante de uma demanda histórica que segue sem solução.
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