O Tribunal do JúrI julga hoje o casal Talita Canavarros Soares e Francinaldo José de Araújo Silva, pelo homicídio do filho de apenas um mês e nove dias de idade. A sessão é realizada pela Comarca de Barra do Bugres, no Fórum local.
Ambos respondem pelos crimes previstos pelo artigo 121, §2º, inciso IV do Código Penal: homicídio qualificado, quando a pessoa mata outra usando um meio que dificulta ou impede a defesa da vítima. E também pelo Artigo 347, parágrafo único (Código Penal) pela adulteração ou manipulação de provas.
A sessão integra a pauta do Programa Mais Júri, da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso. A sessão do Tribunal do Júri será conduzida pelo juiz Lawrence Pereira Midon, magistrado cooperador do Mais Júri.
De acordo com a denúncia do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), o crime ocorreu na manhã do dia 2 de janeiro de 2021, em uma residência em Barra do Bugres. Conforme apurado no inquérito policial, a criança foi encontrada já sem vida, apresentando sinais de sangramento no nariz e na boca.
A denúncia aponta que os pais da vítima teriam causado lesões na criança, que foram confirmadas por laudo de necrópsia como causa da morte. O documento também indica que a vítima sofreu traumatismo craniano, seguido de hemorragia e convulsão.
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Ainda segundo a denúncia, os réus teriam ingerido bebida alcoólica por várias horas no dia dos fatos e, posteriormente, deixado de prestar os cuidados necessários à criança. Há indícios de que, após a lesão, o bebê foi deixado sobre a cama enquanto os acusados dormiam, o que teria contribuído para o agravamento do quadro clínico e, consequentemente, para a morte.
Marinalva Nunes Canavarros, mãe da ré, foi a última a prestar depoimento no período da manhã. Ao ser questionada se, passados cerca de cinco anos dos fatos, ela acreditava que a filha poderia ter cometido o crime, respondeu: “Falar a verdade pra você… não sei”. Questionada se acreditava que Francinaldo poderia ter sido o autor, respondeu novamente que não sabe. Perguntada ainda sobre qual seria o motivo do crime, afirmou que não sabe explicar. (Informações do TJMT)
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