14/03/2026 - 09:14 | Atualizada em 14/03/2026 - 09:16
Cícero Henrique
O governador Mauro Mendes (União) previu o "caos" caso Wellington Fagundes (PL) assuma o governo, alegando que o estado voltaria a quebrar. O feitiço, porém, virou contra o feiticeiro pelas mãos do deputado estadual Faissal Calil (PL), que resolveu cutucar uma ferida exposta no Palácio Paiaguás.
O parlamentar questionou a "coerência" do governador ao manter no comando da Secretaria de Fazenda o mesmíssimo guardião do cofre da gestão Pedro Taques.
A ironia é fina: se o governador passou os últimos anos repetindo o mantra de que "recebeu o estado quebrado" e em frangalhos, fica a pergunta que não quer calar: o que mudou no comando da calculadora?
Se a culpa do rombo era do maquinista, por que o responsável pela manutenção dos trilhos continua o mesmo?
Para os críticos, a conta não fecha. Ou o estado não estava tão quebrado assim, ou a "nova política" de Mato Grosso tem um apego nostálgico por personagens do passado que o próprio governo prefere vilanizar nos discursos. Pelo visto, na política mato-grossense, os inimigos mudam, mas quem assina o cheque permanece o mesmo.
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