13/03/2026 - 18:23 | Atualizada em 13/03/2026 - 18:48
Cícero Henrique
CUIABÁ – O clima político em Mato Grosso subiu de tom nesta semana após médica e liderança política Natasha Slhessarenk(PSD) responder as críticas ao Governador do Estado, Mauro Mendes(União Brasil). Em entrevista que repercutiu nas redes sociais e nos bastidores do Palácio Paiaguás, a profissional acusou o chefe do Executivo de manter uma postura "racista, elitista e preconceituosa" ao desqualificar adversários e candidatos da oposição.
O estopim da crise
A polêmica teve início após declarações recentes do governador, nas quais ele questionou a capacidade técnica e a "preparação" de determinados candidatos para a gestão pública. Para a médica — cujo nome tem ganhado força em debates sobre representatividade no estado — as falas não foram apenas críticas políticas comuns, mas carregadas de um viés discriminatório que atinge grupos historicamente marginalizados.
"Ao desmerecer candidatos usando critérios subjetivos de 'capacidade', o governador Mauro Mendes mascara um preconceito estrutural. Ele não ataca apenas propostas; ele tenta invalidar a existência de pessoas pretas, pardas e de origens humildes no espaço de poder", afirmou a médica em entrevista aos jornalistas.
A acusação de racismo é um dos golpes mais fortes desferidos contra a atual gestão até o momento. Aliados do governador defendem que as falas foram "tiradas de contexto" e que o foco sempre foi a meritocracia e a experiência administrativa. Por outro lado, movimentos sociais e setores da oposição se solidarizaram com a médica, pedindo uma retratação pública.
Principais pontos do embate:
A fala do Governador: Alegação de falta de preparo e "currículo" de oponentes.
A acusação: Uso de termos que sugerem superioridade intelectual e social baseada em origem e cor de pele.
O cenário: Mato Grosso vive um momento de polarização, onde a representatividade étnico-racial tem se tornado pauta central nas discussões pré-eleitorais.
Até o fechamento desta reportagem, a assessoria de comunicação do Governo de Mato Grosso não havia emitido uma nota oficial respondendo diretamente às acusações de racismo, limitando-se a dizer que o governo "foca em resultados e não em ataques de cunho pessoal".
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