Hospitalização de Bolsonaro reacende debate sobre prisão domiciliar humanitária
13/03/2026 - 16:29 | Atualizada em 13/03/2026 - 16:53
Redação
Foto: Reprodução
A hospitalização do ex-presidente Jair Bolsonaro em um hospital privado em Brasília nesta sexta-feira (13) reacendeu o debate sobre a conveniência - ou não - de enviá-lo à prisão domiciliar.
Diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa, Jair Bolsonaro está na UTI. Ele foi socorrido na Papudinha por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), na manhã desta sexta-feira, após apresentar quadro de febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios.
O ex-presidente está detido na Papudinha (prédio no Complexo Penitenciário da Papuda), onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses, por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados.
O boletim médico divulgado no início da tarde informa que o ex-presidente foi submetido a exames de imagens e laboratoriais que confirmaram o diagnóstico de broncopneumonia bilateral. Ele deve permanecer no hospital pelo período mínimo de sete dias, dependendo da resposta aos medicamentos.
Visitas no hospital
Em decisão divulgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no início da tarde de hoje, o ministro Alexandre de Moraes autorizou a presença da esposa do ex-presidente, Michelle Bolsonaro, no hospital, como acompanhante.
Moraes também autorizou os filhos Jair Renan, Flávio, Carlos, Laura, bem como a enteada, Letícia, a visitarem Jair Bolsonaro durante a internação.
O ministro ainda determinou que a vigilância do ex-presidente seja providenciada pelo Núcleo do Custódia do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal. Policiais deverão ficar de prontidão 24 horas, sendo dois na porta do quarto, além de equipes dentro e fora do hospital.
O ministro também proibiu a entrada de computadores, telefones celulares ou quaisquer dispositivos eletrônicos, salvo equipamentos médicos, na unidade onde Bolsonaro está internado.
Prisão domiciliar
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, ao deixar o hospital após visitar o pai, comentou com jornalistas o estado de saúde do ex-presidente.
"Conversei rapidamente com os médicos, disseram que dessa vez foi a pior vez que ele se internou aqui com relação à quantidade de líquido que tinha no pulmão", declarou.
Flávio Bolsonaro voltou a criticar as condições de encarceramento na Papudinha que, segundo ele, poderiam piorar o quadro de saúde do ex-presidente.
Ele apelou para que a Justiça conceda a prisão domiciliar humanitária, alegando que o ambiente prisional impede os cuidados necessários para as patologias do pai e que este poderia ser acompanhado permanentemente pela família e por profissionais de enfermagem.