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PF flagra suplente de Alcolumbre com R$ 350 mil em espécie após saque sob suspeita

INVESTIGAÇÕES

12/03/2026 - 17:55

Redação

PF flagra suplente de Alcolumbre com R$ 350 mil em espécie após saque sob suspeita

Foto: Reprodução

MACAPÁ – Um relatório de monitoramento da Polícia Federal (PF) revelou que o empresário Breno Chaves Pinto, segundo suplente do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), foi flagrado deixando uma agência bancária com R$ 350 mil em espécie. O episódio faz parte de um inquérito que investiga fraudes em licitações e tráfico de influência no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Amapá.

A ação dos agentes ocorreu após um alerta do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). De acordo com os investigadores, o empresário teria estabelecido um padrão de realizar saques vultosos logo após o recebimento de recursos provenientes de contratos públicos, o que configura indícios de lavagem de capitais.

O Flagrante e o Vínculo com o Senador

O monitoramento detalha que, em 7 de novembro de 2024, Chaves Pinto retirou o montante em uma agência em Santana (AP). Ao sair do banco com uma mochila azul, ele embarcou em uma SUV branca que o aguardava.

A PF identificou que o veículo estava registrado em nome da empresa Lojas 2A Ltda., cujos sócios são Alberto e André Alcolumbre, primos de primeiro grau do senador Davi Alcolumbre. Documentos obtidos pela investigação apontam que o carro só foi transferido oficialmente para o nome do suplente em julho de 2025, nove meses após o flagrante.

"Forte Ingerência" no DNIT

No inquérito, a PF classifica Chaves Pinto como um dos líderes de uma organização criminosa que utilizaria o cargo de suplente de senador para exercer "forte ingerência institucional" no DNIT-AP. A suspeita é de que o grupo simulava competitividade em licitações para garantir contratos e, posteriormente, desviar os valores através de saques em dinheiro vivo, que já ultrapassam a marca de R$ 3 milhões.

Outro Lado

Em nota, o empresário Breno Chaves Pinto afirmou que os saques realizados destinam-se ao pagamento de funcionários e prestadores de serviços de suas empresas. Ele ressaltou que o processo tramita sob segredo de Justiça e que sua defesa se manifestará exclusivamente nos autos.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, declarou por meio de sua assessoria que não possui qualquer relação com a atuação empresarial de seu segundo suplente.

https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/03/12/pf-flagra-segundo-suplente-de-alcolumbre-sacando-r-350-mil-durante-investigacao-sobre-desvios-no-dnit.ghtml


 

 

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