A pressão exercida pelo governador Mauro Mendes (União-MT) junto ao relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, senador Alessando Vieira (MDB-SE), a fim de evitar depoimento de Pedro Taques, reforça a crença de que 'onde há fumaça, há fogo'.
O requerimento de convocação foi retirado de pauta pelo próprio autor, senador Vieira, atendendo a um pedido da senadora Buzetti.
Viralizaram imagens do governador Mauro Mendes (União) e da senadora em exercício Margareth Buzetti caminhando nos corredores do Senado.
Afinal, por que tanto empenho para calar Pedro Taques?
No requerimento de convocação de Pedro Taques, Vieira argumenta a necessidade de apurar a atuação do Banco Master em Mato Grosso e em boa parte dos estados e municípios, onde o Banco Master atuava em operações de empréstimos consignados e aplicação de recursos de fundos previdenciários. Ocorre que a investigação dos consignados pode levar à investigação do 'escândalo da Oi'. Mauro Mendes não suporta sequer imaginar essa discussão na CPI do Crime Organizado. Se a CPI quebrar o sigilos para apurar os consignados, pode chegar aos
R$ 308 milhões da Oi S/A.
Segundo denunciado por Pedro Taques à Justiça, TCE-MT e PGR, R$ 308 milhões da Oi S/A saíram da conta do Governo de Mato Grosso para dois fundos de investimentos, o Royal capital e o Lotta Word, que hoje se sabe, foram criados pelo Master. O dinheiro passou por diversos fundo e acabou voltando para familiares de Mauro Mendes.
O caso suspeito envolveria políticos, membros do Governo de Mato Grosso, empresários e até mesmo magistrados do Tribunal de Justiça.
O caso nebuloso precisa ser apurado com imparcialidade e é preciso dar voz a Pedro Taques, ex-Procurador da República, ex-governador e ex-senador, conhecedor