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FARRA DA PUBLICIDADE: O decreto de crise que não atravessou a porta da Secom

DÉFICIT VS PUBLICIDADE

11/03/2026 - 15:45

Cícero Henrique

FARRA DA PUBLICIDADE: O decreto de crise que não atravessou a porta da Secom

Foto: Luiz Alves

As denuncias contra a gestão do prefeito Abilio Brunini(PL), não param, agora tem vereadores querendo investigar os gastos da Secom de Cuiabá.

Upa sem insumo, mas rede social bombando. Esse é o resumo da gestão Cuiabá em março de 2026. O contingenciamento de gastos anunciado pelo governo municipal parece que esqueceu de passar pela porta da Secretaria de Comunicação. O contribuinte paga o pato (e o IPTU mais caro), enquanto a Secom queima combustível para salvar uma imagem que já está no SPC político.

O uso do Empenho Global na Secom Cuiabá em 2026 funciona como um 'cheque em branco' antecipado. Enquanto o cidadão comum enfrenta o aumento real do IPTU e a falta de medicamentos básicos nas UPAs, a máquina de comunicação garante a reserva de milhões de reais antes mesmo da prestação do serviço. É a prioridade da imagem sobre a gestão, financiada pelo bolso de quem já não aguenta mais o arrocho fiscal.

Enquanto a prefeitura empurra um déficit de R$ 364 milhões goela abaixo do contribuinte, a Secretaria de Comunicação opera em uma 'ilha de prosperidade', onde o contingenciamento de gastos parece não ter autoridade.

Ofício de Questionamento Jornalístico – Ref: Gastos SECOM 2026

Para: Secretaria Municipal de Comunicação de Cuiabá (SECOM) / Assessoria de Imprensa Assunto: Pedido de esclarecimentos sobre empenhos orçamentários e execução fiscal.

O site Caldeirão Político solicita, em nome da transparência pública, respostas aos seguintes pontos para composição de matéria jornalística:

Contradição Orçamentária: Diante do Decreto nº 11.738/2026, que estabelece contingenciamento devido ao déficit de R$ 364 milhões, qual a justificativa técnica para a manutenção de empenhos globais vultosos na pasta de Comunicação?

Saúde vs. Publicidade: Como a gestão justifica a priorização financeira de contratos publicitários e monitoramento de redes sociais em um período de crise de insumos e medicamentos nas UPAs (como a do Jardim Santa Marta)?

Transparência nos Empenhos: Por que a SECOM tem optado pela modalidade de Empenho Global, que reserva recursos antecipadamente, em vez de empenhos por prestação de serviço imediato, dada a instabilidade do caixa municipal?

Aditivos Contratuais: Quantos contratos de publicidade e eventos foram renovados via aditivos em 2026, em vez de passarem por novos processos licitatórios sob a égide da Lei 14.133/2021?

Retorno do IPTU: Como o recente aumento de até 40% na arrecadação do IPTU está sendo revertido especificamente para a SECOM? Há uma meta de gasto para "blindagem de imagem" da gestão para o presente exercício?

DO OUTRO LADO: A redação deste portal enviou oficialmente os questionamentos acima à Secretaria de Comunicação de Cuiabá. Até o fechamento desta edição, não obtivemos resposta sobre por que a publicidade é tratada como serviço essencial enquanto a saúde agoniza. O espaço permanece aberto para manifestações.


 
 

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