11/03/2026 - 06:00 | Atualizada em 11/03/2026 - 11:02
Cícero Henrique
A política em Mato Grosso assiste, nesta semana, a um movimento que mistura conveniência e deslealdade em doses cavalares. Ao anunciar sua neutralidade em futuros embates sob o pretexto de uma "amizade" com o vice-governador Otaviano Pivetta, o prefeito Abílio Brunini não está apenas exercendo diplomacia; ele está assinando a primeira grande traição de seu mandato contra quem foi seu alicerce: o senador Wellington Fagundes.
O apoio de Wellington Fagundes não foi um detalhe na eleição de Abílio. Foi estrutura, foi articulação e foi o aval de um dos maiores nomes do PL para viabilizar uma candidatura que muitos julgavam isolada. No entanto, o "obrigado" de Abílio durou apenas o tempo necessário para a posse.
Ao usar a amizade com Pivetta como escudo para a neutralidade, o prefeito revela sua verdadeira bússola:
Oportunismo: Ignora a mão que o ajudou a subir o degrau em troca de uma aliança mais próxima ao centro do poder estadual.
Isolamento: Enfraquece a coesão do seu próprio grupo político em nome de um conforto pessoal.
Ruptura de Confiança: Deixa claro que, no "estilo Abílio", compromissos passados têm prazo de validade curto diante de novos interesses.
Ficar em cima do muro quando se deve lealdade a quem estendeu o braço não é moderação — é cálculo frio. Abílio Brunini tenta vender uma postura de "homem de diálogo", mas o que o eleitor e a classe política enxergam é o pragmatismo de quem não hesita em sacrificar aliados no altar da conveniência política. Wellington Fagundes agora conhece o peso do silêncio de quem ele tanto ajudou a falar.
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