10/03/2026 - 19:26 | Atualizada em 11/03/2026 - 13:17
Cícero Henrique
O ex-governador Pedro Taques subiu o tom e disparou críticas pesadas contra a gestão de Mauro Mendes, acusando o atual governo de Mato Grosso de utilizar a máquina pública para "maquiar a realidade" e silenciar denúncias de corrupção. Segundo Taques, os números não mentem e revelam uma manobra desesperada para desviar a atenção do que ele chama de "Caso Oi".
A "Operação Abafa" em Números
De acordo com levantamento apresentado por Taques, o Palácio Paiaguás teria aberto as torneiras do caixa público de forma seletiva. Enquanto a média de gastos com publicidade institucional entre dezembro de 2022 e 2024 ficou na casa dos R$ 9,5 milhões, o cenário mudou drasticamente em dezembro de 2025.
No exato momento em que as denúncias conhecidas como "Vídeos OI 1 e 2" ganharam as redes, o gasto com propaganda saltou para mais de R$ 14 milhões.
"Tiveram que aumentar em 50% o gasto para fazerem a operação abafa. É um governo de propaganda que tenta enterrar a verdade sob milhões em anúncios", afirmou Taques.
Roda Gigante x Segurança Pública
O ponto mais sensível da denúncia reside no contraste entre os investimentos em "perfumaria" e o déficit em setores essenciais. Taques foi enfático ao listar o que considera um desrespeito com o cidadão mato-grossense:
Onde tem dinheiro: Construção de roda gigante e publicidade milionária.
Onde falta dinheiro: Convocação de mais de 1.000 policiais aprovados em concurso e estruturação da Delegacia da Mulher em Várzea Grande.
Prioridades Invertidas
Para o ex-governador, o argumento de "falta de recursos" usado pela gestão Mendes cai por terra diante dos dados apresentados.
"Não falta dinheiro em Mato Grosso, falta responsabilidade com o dinheiro público e com a vida do cidadão. Para pagar propaganda, o cofre é sem fundo; para convocar policiais e combater o feminicídio, o cofre aparece vazio", disparou.
O que esperar agora?
A acusação de que o Estado estaria usando verba publicitária como escudo político deve gerar repercussão imediata na Assembleia Legislativa (ALMT). Taques garante que o silêncio não será uma opção e que a "fachada" está começando a rachar.
"Para combater a corrupção, eles não têm respostas. Mas nós continuaremos cobrando."
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