10/03/2026 - 09:26
Cícero Henrique
A gestão de Abilio Brunini parece ter trocado o plano de governo pelo plano de campanha, transformando o Palácio Alencastro em um quartel-general eleitoral para 2026. A debandada de cinco secretários estratégicos de uma só vez não é um movimento de "oxigenação" técnica, mas uma confissão de que as prioridades da atual administração estão voltadas para o palanque, e não para o serviço público. Enquanto cargos são loteados e articuladores políticos buscam abrigo em novas coordenações de campanha, pastas vitais como Planejamento e Educação ficam acéfalas, submetidas a uma rotatividade que impede qualquer continuidade administrativa séria em Cuiabá.
No meio desse jogo de cadeiras, a capital agoniza sob o peso de problemas crônicos que não esperam o calendário eleitoral. O descaso de Abilio Brunini se materializa nas filas intermináveis das UPAs, no alerta vermelho para surtos de doenças tropicais e na infraestrutura urbana que sucumbe a cada temporal. É o retrato de uma cidade que paga impostos caros para financiar uma vitrine política, enquanto o cidadão comum assiste, da ponta do descaso, ao espetáculo de uma prefeitura que parece mais preocupada em garantir a próxima legenda do que em tapar os buracos do presente.
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