07/03/2026 - 12:40 | Atualizada em 07/03/2026 - 13:54
Cícero Henrique
O governador Mauro Mendes consolida uma postura agressiva contra jornalistas, criando um ambiente hostil que ameaça a liberdade de imprensa e a democracia no estado. Relatos de profissionais apontam pressão, retaliação e perseguição direta contra aqueles que ousam questionar sua gestão.
Perguntar sobre irregularidades, contratos ou escândalos no governo de Mauro Mendes tornou-se arriscado. Jornalistas relatam bloqueio de informações, exclusão de fontes e ameaças veladas, gerando autocensura e limitando a cobertura crítica.
Durante coletivas e entrevistas, repórteres que questionam o governador são hostilizados. Em casos recentes, jornalistas receberam mensagens intimidatórias de assessores e sofreram tentativas de desqualificação pública, criando clima de medo.
Equipes do Palácio monitoram redes sociais e veículos de imprensa para reagir a críticas. Notícias favoráveis recebem prioridade, enquanto críticas são desacreditadas ou ignoradas, caracterizando possível manipulação de informação e cerceamento da liberdade de imprensa.
SECOM-MT omite ações contra intimidação
Apesar de ser o órgão responsável pela comunicação do governo, a SECOM-MT não toma medidas para coibir os ataques do governador à imprensa. Jornalistas denunciam que tentativas de registrar queixas ou solicitar posicionamento oficial sobre ameaças e intimidação são ignoradas. Essa omissão reforça a sensação de impunidade e legitima práticas de pressão e censura.
Retaliação profissional
Repórteres que denunciam irregularidades ou questionam decisões do governador enfrentam retaliações que afetam reputação e carreira. A estratégia de intimidação reforça um clima de medo que desestimula apuração independente.
Políticos e governos de direita historicamente enxergam a imprensa crítica como ameaça. Em Mato Grosso, aliados do governador já tentaram censurar reportagens, ameaçaram repórteres em redes sociais e pressionaram veículos a retirar matérias críticas. A estratégia é clara: desacreditar jornalistas, manipular narrativas e controlar o debate público, protegendo interesses e poder político.
Ao tentar silenciar a imprensa, o governador cria barreiras à informação e mina a transparência. O direito à informação e a liberdade de expressão estão ameaçados por uma política de intimidação velada, reforçada pela omissão da SECOM-MT.
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