05/03/2026 - 17:04 | Atualizada em 06/03/2026 - 13:13
Cícero Henrique
O governo de Mauro Mendes (União Brasil) enfrenta uma crise sem precedentes em Mato Grosso, com múltiplas denúncias, investigações e suspeitas de corrupção envolvendo contratos públicos e gestão administrativa.
A CPI da Saúde, formalizada pelo Ato nº 004/2026 da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, investiga contratos da Secretaria Estadual de Saúde entre 2019 e 2023, especialmente após a Operação Espelho, que revelou possíveis irregularidades em licitações e favorecimento de empresas privadas.
Paralelamente, o governo está sob investigação por um acordo de R$ 308 milhões com a operadora Oi S.A., intermediado por escritórios ligados a aliados políticos. Documentos oficiais indicam que a PGE recusou acordo direto, mas fechou contrato via intermediários, o que motivou denúncias de possíveis irregularidades e lavagem de dinheiro. O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) confirmou oficialmente que investiga o caso.
A crise se intensifica com áudios atribuídos a servidores que mencionam uma suposta “máfia” interna no governo, além de pedidos de impeachment protocolados por sindicatos, como o Sinjusmat, devido a vetos de reajustes salariais e decisões administrativas contestadas.
Outros episódios de desgaste político incluem multas ambientais aplicadas a mineradora ligada ao filho do governador e críticas de movimentos sociais sobre falta de transparência e favorecimento de interesses privados.
Embora nenhuma condenação tenha sido formalizada, as investigações e denúncias consolidam um cenário de crescente pressão política e judicial, deixando o governo de Mauro Mendes em situação delicada, com repercussão direta na imagem pública e no relacionamento com parlamentares e órgãos de controle.
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