A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (5/3), em Sorriso/MT, a terceira fase da operação Rustius, tendo como alvo agente público indiciado por crimes eleitorais relacionados ao financiamento ilícito de campanha nas eleições municipais de 2024.
Na fase anterior, o alvo era
Alei Fernandes e o produtor Nei Francius, que foi detido às vésperas da eleição com R$ 300 mil em espécie.
Hoje, novamente
, Alei Fernandes (União), é novamente alvo da operação Rustius.
Nesta fase, a PF cumpre medidas cautelares, entre elas,
um mandado de busca e apreensão domiciliar, o bloqueio de contas bancárias e de aplicações financeiras e o sequestro por equivalência e por indisponibilidade de bens até o limite de R$ 608 mil.
A investigação criminal foi concluída e formalmente relatada, resultando no indiciamento de 23 pessoas. Destas, 21 foram indiciadas por omissão ou por inserção de informações falsas na prestação de contas da campanha – prática conhecida como “caixa 2”. Também houve indiciamentos por crimes contra o sistema financeiro nacional e contra a economia popular, relacionados à
concessão irregular de empréstimos.
As diligências indicam a existência de um
esquema estruturado de financiamento ilícito, envolvendo empréstimos clandestinos para abastecimento da campanha; para pulverização de valores por meio de interpostas pessoas; para triangulação de despesas com campanhas de vereadores; para pagamentos em espécie a prestadores de serviço e para ocultação deliberada de despesas na prestação de contas.
Segundo a Polícia Federal, a conclusão da investigação aponta que o volume de recursos não contabilizados altera de forma significativa o patamar real de recursos empregados na disputa eleitoral.