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Crise na CCJ: Eduardo Botelho acusa Dilmar Dal Bosco de traição e expõe rachaduras no União Brasil

DECISÕES TOMADAS NA SOMBRA

05/03/2026 - 11:10 | Atualizada em 08/03/2026 - 10:33

Cícero Henrique

Crise na CCJ: Eduardo Botelho acusa Dilmar Dal Bosco de traição e expõe rachaduras no União Brasil

Foto: Reprodução

A política em Mato Grosso viveu nos últimos dias um episódio que revela fragilidades estruturais e rachaduras internas: a disputa pelo comando da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) na Assembleia Legislativa do Estado.

O deputado Eduardo Botelho (União Brasil) afirmou publicamente ter sido traído pelo colega Dilmar Dal Bosco (União Brasil), após ver seu nome substituído na lista oficial de indicações para a presidência da CCJ — cargo estratégico responsável por analisar a constitucionalidade dos projetos antes de irem a plenário.

Botelho relatou que havia um acordo prévio garantindo a ele a presidência da comissão, mas, no último momento, Dal Bosco assumiu o comando, o que gerou um choque público e expôs divisões internas no partido e no bloco governista. Nas suas palavras, a atitude do colega foi “covarde” e “sorrateira”.

Nesta quinta-feira (5) a AL publicou no Diário Oficial a compisição das comissões permanentes e blocos partidários. A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) terá como presidente o deputado Dilmar Dal Bosco (União) e como vice-presidente Diego Guimarães (Republicanos). Como titulares, estão os deputados Júlio Campos (União), Eduardo Botelho (União) e Chico Guarnieri (PRD). Como suplentes, Sebastião Rezende (União), Paulo Araújo (PP), Wilson Santos (PSD), Thiago Silva (MDB) e Dr. Eugênio (PSB).

O episódio é mais do que uma disputa interna: ele evidencia como acordos políticos muitas vezes se transformam em armadilhas e negociações pouco transparentes.

O papel estratégico da CCJ

A CCJ é a comissão mais influente da Assembleia, com poder de determinar se os projetos de lei respeitam a Constituição. Controlar essa comissão significa ter voz ativa sobre quais propostas avançam ou ficam barradas, tornando a disputa não apenas política, mas estratégica e institucional.

Essa concentração de poder em um único cargo aumenta a tensão sobre negociações internas, deixando claro que o acordo informal entre deputados muitas vezes pesa mais que critérios formais e transparentes.
 

 

 

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