O empresário Daniel Vorcaro foi preso hoje (4) pela Polícia Federal em São Paulo. Ele é investigado em esquema de fraudes financeiras.
Ele é alvo de nova fase da Operação Compliance Zero, em que é apurada a emissão de créditos falsos pelo Banco Master.
Estão sendo cumpridos 19 mandados expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, nos estados de São Paulo e Minas Gerais.
- 4 mandados de prisão preventiva e
- 15 mandados de busca e apreensão,
Também foram determinadas ordens de
afastamento de cargos públicos e sequestro e bloqueio de bens, no montante de até R$ 22 bilhões, com o objetivo de interromper a movimentação de ativos vinculados ao grupo investigado e preservar valores potencialmente relacionados às práticas ilícitas apuradas.
Também foram alvo da operação:
- Fabiano Zettel. cunhado de Vorcaro;
- o coordenador de segurança Luiz Phillipi Mourão, apelidado de “Sicário”,
- e o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva.
Na decisão, o ministro André Mendonça cita a cooptação de servidores de alto escalão do Banco Central, como Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, que ocupavam cargos de chefia na supervisão bancária. Eles recebiam pagamentos de até R$ 1 milhão por meio de contratos de consultoria. Eles foram afastados da função e deverão usar tornozeleira eletrônica.
O Supremo Tribunal Federal publicou a seguinte nota sobre a operação:
Em cumprimento à decisão proferida pelo relator, Ministro André Mendonça, que acolheu representação formulada pela Polícia Federal, estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão preventiva, quatro medidas cautelares diversas da prisão, dentre as quais duas suspensões do exercício da função pública, bem como 14 mandados de busca e apreensão.
Além dessas medidas, foi determinada a suspensão de atividade de natureza econômica ou financeira de cinco pessoas jurídicas supostamente utilizadas para a realização de atividades ilícitas e de lavagem de dinheiro, além do bloqueio de bens, direitos e valores das pessoas físicas e jurídicas supostamente envolvidas nos ilícitos investigados.
Segundo a autoridade policial, o esquema investigado apresenta quatro núcleos principais de atuação:
(I) Núcleo financeiro, responsável pela estruturação das fraudes contra o sistema financeiro;
(II) Núcleo de corrupção institucional, voltado à cooptação de servidores públicos do Banco Central;
(III) Núcleo de ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro, com utilização de empresas interpostas; e
(IV) Núcleo de intimidação e obstrução de justiça, responsável pelo monitoramento ilegal de pessoas, dentre as quais, adversários concorrenciais, jornalistas, ex-funcionários e autoridades.
Ainda em relação e esse último Núcleo, identificaram-se indícios de realização de acessos indevidos a sistemas sigilosos de instituições públicas com competência investigativa, inclusive no âmbito internacional. Dentre tais entidades elencam-se a própria Polícia Federal, o Ministério Público Federal, o FBI e a Interpol.
Em atualização