A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) publicou no Diário Oficial Eletrônico desta terça-feira (3) a composição da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde, que vai investigar atos praticados no âmbito da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso relacionados à
OPERAÇÃO ESPELHO. A criação da comissão segue o que estabelece o artigo 355 do Regimento Interno da Casa (Comissão Temporária).
A CPI foi instaurada a partir de denúncias de irregularidades em procedimentos licitatórios ocorridos entre 2019 e 2023, apuradas no contexto da Operação Espelho, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso. Com a instalação, os parlamentares terão prazo de 180 dias, prorrogáveis, para elaborar e apresentar o relatório final, que será encaminhado às autoridades competentes.
Conforme o Ato nº 009/2026,
o deputado Wilson Santos (PSD) foi escolhido para presidir a Comissão.
Os
membros titulares são os deputados:
- Dilmar Dal Bosco (União),
- Beto Dois a Um (PSB),
- Chico Guarnieri (PRD) e
- Janaína Riva (MDB).
Na
suplência, foram designados:
- Lúdio Cabral (PT),
- Paulo Araújo (PP),
- Carlos Avallone (PSDB),
- Dr. Eugênio (PSB) e
- Thiago Silva (MDB).
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (PSB), afirmou que desde o início a Mesa Diretora buscou cumprir os trâmites legais. Segundo ele, a criação da CPI da Saúde foi analisada pela Procuradoria da Casa, que deu aval à sua instalação. “Seguindo essa orientação, fizemos a publicação hoje. Todos os blocos indicaram os nomes no prazo, o que dispensou qualquer intervenção da presidência”, explicou.
Agora, de acordo com Russi,
caberá ao deputado Wilson Santos convocar a primeira reunião para a instalação formal da comissão, com a eleição do vice-presidente, do relator e a definição da dinâmica de trabalho.
O presidente da Casa destacou ainda que a comissão está bem estruturada. “Os blocos indicaram deputados que demonstraram interesse e disposição para contribuir, o que é fundamental para que a CPI realize um bom trabalho”, concluiu.
Operação Espelho
A
Operação Espelho teve início em 2023, após a Deccor receber uma denúncia de que a empresa contratada para fornecer médicos plantonistas para o Hospital Metropolitano em Várzea Grande, na especialidade de clínica, disponibilizaria número de médicos inferior ao contratado.
Em diligência de investigadores da Deccor e auditores da CGE in loco no hospital, foi requisitada a documentação contendo os registros dos espelhos das folhas de pontos dos plantões dos médicos fornecidos pela referida empresa. Com base nessa documentação, a CGE elaborou um relatório de auditoria que apontou diversas irregularidades na execução dos contratos.