03/03/2026 - 13:41 | Atualizada em 03/03/2026 - 18:28
Cícero Henrique
A saída de Mauro Mendes no dia 31 não é gesto institucional. É movimento de sobrevivência política.
Não é sobre gestão. É sobre eleição.
Ao deixar o cargo dentro do prazo legal, o governador não abandona o poder — ele o reposiciona. Sai do Palácio Paiaguás para entrar oficialmente no tabuleiro eleitoral, mantendo o grupo no controle da máquina pública.
Quem assume é Otaviano Pivetta. Mas assume com autonomia real ou com roteiro pronto?
A transição foi revelada pelo presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Não foi anúncio solene. Foi sinal político.
O recado é claro: o grupo não espera 2026. Ele antecipa.
Agora começa o teste de fogo.
Se Pivetta governar com pulso próprio, consolida liderança. Se governar sob sombra, vira administrador provisório de um projeto alheio.
E há um detalhe que ninguém ignora: Quando muda o titular, muda o responsável
A partir do dia 31, qualquer crise terá novo CPF político.
Mato Grosso não vive uma simples troca de comando. Vive a largada antecipada da sucessão.
E o palco já está armado.
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