01/03/2026 - 14:50 | Atualizada em 02/03/2026 - 09:35
Cícero Henrique
A sexta-feira foi de alta tensão política em São Paulo, com movimentos estratégicos tanto da esquerda quanto da direita mirando 2026.
No mesmo dia em que o Instituto Paraná Pesquisa divulgou levantamento apontando empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (39,6%) e Flávio Bolsonaro (35,3%), o tabuleiro paulista começou a se mexer com mais intensidade.
Pressão sobre Haddad
Lula aumentou a pressão para que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, dispute o governo do Estado. Haddad resistia, mas a leitura no Planalto é clara: São Paulo precisa de um nome competitivo para fortalecer o palanque presidencial petista.
O desafio é maior do que em 2022. Na última disputa, Haddad fez 45% dos votos, mas acabou derrotado por Tarcísio de Freitas, que agora tenta a reeleição no comando da máquina estadual — fator que historicamente pesa a favor do incumbente.
Nos bastidores, Geraldo Alckmin já sinalizou que aceita novamente a missão de vice-presidente, caso seja convocado. A composição busca repetir a estratégia de 2022: ampliar o diálogo ao centro e reduzir resistências no maior colégio eleitoral do país.
Do outro lado, a direita tratou de mostrar força. A homenagem ao presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, na Assembleia Legislativa de São Paulo virou palco político. Ao lado dele estavam Flávio Bolsonaro e Tarcísio, em imagem que simboliza unidade estratégica.
O próximo teste de mobilização será o ato pró-Flávio na Avenida Paulista, que deve reunir lideranças nacionais e medir o fôlego da candidatura liberal.
Embora se diga que Minas Gerais costuma definir eleições presidenciais, São Paulo tende a ser decisivo — tanto pelo peso eleitoral quanto pelo impacto simbólico e econômico.
A batalha por 2026 já começou. E, ao que tudo indica, passa necessariamente por São Paulo.
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