TRUMP ANUNCIA TARIFA GLOBAL DE 10%; ALCKMIN AVALIA CENÁRIO
Presidente Alckmin avalia que o Brasil não perde competitividade
20/02/2026 - 18:19
Redação
Foto: Júlio César Silva/MDIC
O presidente dos EUA Donald Trump anunciou que adotará tarifa global de 10% por 150 dias, após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que considerou ilegais as tarifas impostas anteriormente, com base em poderes de emergência. Por seis votos a três, a Corte entendeu que a criação de tarifas é prerrogativa do Congresso, e não do Executivo..
Trump criticou a decisão da maioria dos integrantes da Suprema Corte. A decisão é vista como a pior derrota do presidente Trump desde a posse.
Brasil
O Brasil não perderá competitividade com a nova tarifa global de 10% anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (20) Geraldo Alckmin, presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
Como a taxa será aplicada a todos os países exportadores, o Brasil, ressaltou Alckmin, permanece em igualdade de condições no mercado norte-americano.
Para Alckmin, a decisão é “muito importante” para o Brasil e abre espaço para ampliar as trocas comerciais.
“Abriu-se uma avenida para um comércio mais pujante”, declarou.
Ele ressaltou que, no auge das medidas, 37% das exportações brasileiras estavam sendo oneradas, percentual que caiu para 22% no fim do ano passado, após negociações diplomáticas.
Trump reagiu à decisão anunciando que buscará novos caminhos legais para manter sua política tarifária e confirmou a criação de uma nova taxa global de 10%, com base em outros dispositivos da legislação comercial americana.
Setores beneficiados
De acordo com o vice-presidente, a nova tarifa não altera a posição relativa do Brasil no comércio com os EUA.
“Os 10% são globais. Não perdemos competitividade”, afirmou Alckmin.
Ele destacou que setores como máquinas, motores, madeira, pedras ornamentais, café solúvel e frutas podem se beneficiar com a redução das barreiras anteriores.
Alckmin também mencionou que produtos estratégicos, como aço e alumínio, atingidos pela Seção 232 da legislação americana, ainda podem ter desdobramentos jurídicos. Por meio da Seção 232 da Lei de Segurança Nacional dos Estados Unidos, o país pode impor tarifas sobre importações consideradas ameaça à economia.
O ministro reforçou que o Brasil não está entre os países que geram déficit comercial para os Estados Unidos e defendeu a continuidade do diálogo bilateral. “A negociação continua”, disse.