11/02/2026 - 14:57 | Atualizada em 11/02/2026 - 19:06
Redação
Seja qual for o resultado das urnas em outubro, as eleições estaduais de 2026 devem registrar um dos maiores índices de renovação recente. Dos 27 governadores em exercício, 18 estão impedidos de disputar a reeleição porque a legislação veda três mandatos consecutivos no Executivo.
Com oito anos no cargo, esses políticos precisam redesenhar o próprio futuro e, ao mesmo tempo, trabalhar pela eleição de sucessores. Até agora, quatro já sinalizaram que pretendem entrar na corrida presidencial, e pelo menos seis articulam candidaturas ao Senado, que renovará 54 das 81 cadeiras neste ano.
Vale lembrar que, neste momento, não há candidaturas oficiais. Pelo calendário eleitoral, os partidos definem nomes em convenções entre julho e agosto; depois, os registros são feitos no TSE até 15 de agosto, quando a campanha começa formalmente.
Calendário, regras e a desincompatibilização
Para concorrer à Presidência, ao Senado ou à Câmara, o governador precisa deixar o cargo em abril, seis meses antes da votação — a chamada desincompatibilização, criada para evitar uso da máquina pública em benefício eleitoral.
Quando o titular sai, o vice assume e pode disputar a eleição. O Rio de Janeiro, porém, vive um cenário atípico: Cláudio Castro não pode se reeleger e já indicou interesse no Senado, mas o estado está sem vice desde que Thiago Pampolha deixou o posto em 2025 para assumir vaga no Tribunal de Contas.
Se Castro renunciar em abril, a Assembleia Legislativa fluminense terá de realizar uma eleição indireta para escolher um governador-tampão até o fim do ano; quem vencer poderá concorrer em outubro.
O retrato de 2026: quem pode, quem mira outro cargo
No desenho atual, os cenários se distribuem assim:
9 poderão tentar a reeleição;
4 são pré-candidatos à Presidência;
6, ao menos, miram uma vaga no Senado;
5 têm futuro indefinido;
3 dizem que devem concluir o mandato e não concorrer.
A lei eleitoral brasileira permite apenas uma reeleição consecutiva para prefeitos, governadores e presidente da República. Quem completa dois mandatos pode voltar no futuro, desde que espere um intervalo de quatro anos — regra que já moldou disputas recentes no país.
Quem pode tentar a reeleição em 2026
Amapá: Clécio Luís (Solidariedade)
Bahia: Jerônimo Rodrigues (PT)
Ceará: Elmano de Freitas (PT)
Mato Grosso do Sul: Eduardo Riedel (PP)
Pernambuco: Raquel Lyra (PSD)
Piauí: Rafael Fonteles (PT)
Santa Catarina: Jorginho Mello (PL)
São Paulo: Tarcísio de Freitas (Republicanos)
Sergipe: Fábio Mitidieri (PSD)
Quem já acena para outros cargos
Quatro governadores manifestaram a intenção de disputar a Presidência, três deles filiados ao PSD, que promete bater o martelo até abril:
Eduardo Leite (PSD-RS)
Ratinho Júnior (PSD-PR)
Ronaldo Caiado (PSD-GO)
Romeu Zema (Novo-MG)
Em São Paulo, Tarcísio de Freitas tem reiterado que buscará a reeleição, apesar de aparecer como nome competitivo em cenários nacionais; ele afirma que apoiará o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Outros seis governadores já deram sinais claros de que pretendem concorrer ao Senado:
Antonio Denarium (PP-RR)
Cláudio Castro (PL-RJ)
Ibaneis Rocha (MDB-DF)
Helder Barbalho (MDB-PA)
João Azevedo (PSB-PB)
Fátima Bezerra (PT-RN)
Sucessão e transferência de votos
Com a limitação de mandatos, a disputa pela sucessão ganha peso e a transferência de votos vira variável decisiva. Para o cientista político Paulo Niccoli Ramirez (ESPM/Fespsp), a taxa de aprovação dos governadores que deixam o cargo tende a influenciar diretamente o desempenho dos indicados.
“Em estados onde a popularidade é alta, cresce a chance de o eleitor confiar no nome apoiado pelo governador de saída”, afirma o especialista, citando casos recentes em que o capital político local funcionou como atalho para a continuidade de projetos.
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