Os deputados estaduais da base do governador Mauro Mendes apresentaram três novos pedidos de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPIs) que dependem de parecer jurídico da Consultoria Jurídica da Mesa Diretora.
Para o deputado Lúdio Cabral (PT) a estratégia da bancada governista de apresentar três CPIs em Mato Grosso para evitar a CPI da Oi S/A e apurar assuntos que são de competência do Governo Federal e portanto deveriam ser fiscalizadas pelo Congresso Nacional. As propostas apresentadas visam investigar ações do governo federal, o que levou Lúdio Cabral a afirmar que os requerentes 'sofrem de crise de identidade'.
Os autores dos requerimentos são os governistas Elizeu Nascimento (Novo), Nininho (Republicanos) e Chico Guarnieri (PRD).
Wilson Santos (PSD) cobrou do presidente da Casa a indicação dos membros da CPI da Saúde e disse que não se intimida com recados e ameaças, lembrando que vai dar nomes àqueles que se aproveitaram da Pandemia da COVID 19 para ganhar dinheiro em cima de milhares de vidas perdidas.
CPI DA SAÚDE
A CPI da Saúde, para apurar fatos apurados na operação Espelho, foi criada na semana passada, com publicação no Diário Oficial do Legislativo na última sexta-feira. Os líderes partidários podem, a partir de hoje, indicar os integrantes desta CPI.
De acordo com o vice-presidente da Assembleia Legislativa, deputado Júlio Campos (UB), a alegação do governador Mauro Mendes de que teria havido 'má-fé' do autor do requerimento, Wilson Santos, não procede. “Quando o projeto foi lido, os senhores deputados poderiam ter retirado a assinatura. Ninguém apresentou pedido de retirada. Está tudo dentro do rito democrático”, afirmou Campos.
Esta CPI visa apurar denúncias de irregularidades em procedimentos licitatórios na Secretaria Estadual de Saúde (SES), ocorridos entre 2019 e 2023, e que culminaram na deflagração da Operação Espelho pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso (PJC).
Wilson adiantou que, entre as primeiras medidas, pretende convidar ou convocar o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, para prestar esclarecimentos. “Queremos fazer convite ou convocações ao secretário titular para que tenha amplo e total espaço para fazer a sua defesa sobre as acusações que lhe impõem”, declarou.
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