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PF abre processo contra Eduardo Bolsonaro, que pode ser demitido por abandono de serviço

SERVIDOR PÚBLICO

30/01/2026 - 18:03 | Atualizada em 31/01/2026 - 12:20

Redação

PF abre processo contra Eduardo Bolsonaro, que pode ser demitido por abandono de serviço

Foto: Reprodução

A Corregedoria da Polícia Federal no Rio de Janeiro abriu um processo administrativo disciplinar sumário contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por faltas injustificadas ao serviço, o que pode caracterizar abandono de cargo. A apuração pode resultar na demissão do servidor público.

O procedimento foi instaurado na última terça-feira (27) e será conduzido por uma comissão designada pela PF. Por se tratar de um processo sumário, a tendência é que a análise seja concluída em prazo mais curto do que outros procedimentos disciplinares.

Ausência após fim do mandato

De acordo com a portaria da Corregedoria, o processo vai apurar a responsabilidade de Eduardo Bolsonaro por ter se ausentado, de forma intencional e sem justificativa, por mais de 30 dias consecutivos após o término de seu mandato de deputado federal, em 18 de dezembro de 2025.

Com o fim do mandato na Câmara, a Polícia Federal determinou que Eduardo retornasse ao cargo de escrivão, função da qual estava afastado para exercer o mandato parlamentar. O retorno, no entanto, não ocorreu, o que pode configurar abandono de cargo, conforme a legislação aplicada aos servidores públicos.

Processo pode levar à demissão

Esse novo procedimento é distinto de outro processo administrativo aberto contra Eduardo Bolsonaro em setembro do ano passado. A diferença é que o atual, por tratar de faltas injustificadas, segue rito sumário e pode ter desfecho mais rápido.

Caso fique comprovado o abandono do cargo, a penalidade prevista é a demissão, encerrando definitivamente o vínculo do ex-deputado com a Polícia Federal.

Morando nos EUA e réu na Justiça

Eduardo Bolsonaro está morando nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Ele deixou o Brasil afirmando ser alvo de perseguição judicial. Atualmente, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro é réu por coação no curso do processo, em razão de sua atuação nos EUA contra autoridades brasileiras.

Mesmo fora do país, Eduardo segue ativo nas redes sociais. Nesta sexta-feira (30), publicou uma foto ao lado do irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), durante uma visita oficial ao Bahrein, no Oriente Médio.

“Satisfação encontrar Sheik Salman bin Hamad Al Khalifa, Príncipe Herdeiro e Primeiro-Ministro do Reino do Bahrein, junto com senador Flávio Bolsonaro”, escreveu o ex-deputado na publicação.

Cenário político da família Bolsonaro

Flávio Bolsonaro, filho mais velho de Jair Bolsonaro, tem se colocado como pré-candidato à Presidência da República em 2026, com o apoio do ex-presidente. Caso a candidatura se confirme, o senador tende a disputar o Planalto com Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que deve buscar a reeleição.

Enquanto isso, Eduardo Bolsonaro enfrenta um cenário jurídico cada vez mais delicado, tanto na esfera criminal quanto administrativa, agora com risco concreto de perder definitivamente o cargo na Polícia Federal.

 

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