27/01/2026 - 16:41
Redação
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, anunciou nesta terça-feira (27) que pretende deixar o União Brasil para preservar sua pré-candidatura à Presidência da República. Filiado à legenda há mais de três décadas, o político afirmou que a decisão já foi comunicada à cúpula partidária e que mantém conversas com outras siglas em busca de espaço para concorrer ao Palácio do Planalto.
A saída ocorre em meio à falta de consenso interno no União Brasil sobre o lançamento de uma candidatura própria em 2026. Segundo Caiado, a indefinição inviabiliza a continuidade do projeto dentro da sigla e o obriga a buscar uma alternativa partidária para seguir na disputa presidencial, informa Congresso em Foco.
Decisão comunicada à cúpula do partido
Em entrevista à rádio Novabrasil, Caiado disse que já informou o ex-prefeito de Salvador e dirigente do partido, ACM Neto, sobre sua decisão. “Já disse para o ACM Neto que estou procurando outro partido para me candidatar. Isso é uma realidade que não posso esperar mais. Eu vou até o fim, minha história de vida credencia isso”, afirmou.
O governador acrescentou que mantém diálogo com outras legendas e que o entendimento é avançar na construção da campanha presidencial. “Estou em contato com outros partidos, o entendimento é de nós avançarmos para nossa campanha”, declarou.
Impasse no União Brasil e federação com o PP
Caiado lançou sua pré-candidatura em abril, período em que o União Brasil também iniciava discussões para formar uma federação com o PP. Desde então, o futuro eleitoral da sigla passou a ser marcado por divisões internas, especialmente sobre a conveniência de apoiar um nome próprio ou aderir à candidatura de outro partido.
Nas últimas semanas, ganhou força dentro do União Brasil a possibilidade de apoio à eventual candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), cenário que reduziu ainda mais o espaço para o projeto presidencial de Caiado dentro da legenda.
Interesse de outros partidos na candidatura
A indefinição no União Brasil abriu caminho para o assédio de outras siglas interessadas em abrigar a candidatura do governador goiano. O principal interessado é o Solidariedade, que formou federação com o PRD no fim de 2025 para cumprir a cláusula de desempenho nas eleições.
O presidente do Solidariedade, Paulinho da Força (SP), tem atuado diretamente para atrair Caiado, vendo na candidatura presidencial uma forma de dar visibilidade nacional à federação e fortalecer o projeto eleitoral do partido.
Histórico eleitoral e defesa de frente ampla
Caso consiga uma nova legenda, esta será a segunda vez que Ronaldo Caiado disputará a Presidência da República. A primeira ocorreu em 1989, pelo extinto PSD (1987–2003), quando obteve 0,72% dos votos válidos e terminou em décimo lugar entre 22 candidatos.
Na entrevista, Caiado também defendeu que o campo conservador adote uma estratégia de frente ampla, com mais de um candidato na disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “O que Lula quer é um candidato só. Como é que você enfrenta, com um candidato só, uma máquina de governo?”, questionou.
Disputa no campo conservador
Além de Caiado, outros nomes já se colocam como pré-candidatos no campo conservador, como Flávio Bolsonaro (PL), Aldo Rebelo (DC) e Romeu Zema (Novo). O PSD, que abriga diferentes correntes políticas, também estuda lançar candidatura própria, com os governadores Ratinho Jr. (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) entre os nomes mais citados.
A movimentação de Caiado reforça o cenário de fragmentação e intensa articulação partidária que marca a fase inicial da corrida presidencial de 2026.
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