A Polícia Civil de Santa Catarina revelou novos detalhes sobre um suposto esquema de corrupção que movimentou mais de R$ 1,4 milhão em pagamentos mensais ilícitos a políticos e servidores públicos da Prefeitura de Garopaba. A apuração ganhou força após a confissão do empresário Joaquim da Silva Pacheco, dono da empresa Resamb, responsável pela coleta de lixo no município. As informações são do portal Garopaba SC.
Segundo os investigadores da 2ª Delegacia de Combate à Corrupção (DECOR/DEIC), Joaquim relatou, em depoimento confessional prestado em 14 de janeiro de 2026, a existência de um acordo sistemático de cobrança de propinas em troca da liberação de pagamentos e continuidade de contratos com o poder público.
O empresário detalhou que os repasses mensais começaram em janeiro de 2021 e seguiram até novembro de 2025, totalizando R$ 1.430.000,00. Os valores variavam conforme os interlocutores e as exigências de cada fase da gestão.
Como começou o esquema
A trama teria se iniciado logo após a posse do prefeito Junior de Abreu Bento (PP), em janeiro de 2021. Joaquim diz ter procurado a Prefeitura para cobrar notas fiscais em atraso e foi direcionado ao então secretário de Administração, Luiz Henrique Castro de Souza (PP) — hoje prefeito da cidade de Pescaria Brava.
Conforme a confissão, Luiz Henrique teria exigido, de imediato, um pagamento de R$ 50 mil para liberar os valores. Após negociação, a quantia foi reduzida para R$ 25 mil mensais, pagos entre janeiro e abril de 2021. A partir de maio, o valor mensal foi aumentado para R$ 30 mil, com a justificativa de que parte da quantia era para “ajudar o chefe”, em referência ao prefeito.
Esses pagamentos se estenderam até março de 2023. Depois disso, com novo contrato e mudanças internas, houve uma pausa.
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