O prefeito Abílio Brunini (PL) volta a mostrar aquele que talvez seja seu maior defeito político: a ingratidão. Abílio nunca construiu um grupo, nunca teve aliados duradouros, nunca cultivou amizades políticas. Sempre pensou apenas em si. Agora, expõe isso de forma brutal ao desmerecer os próprios
empresários da direita publicamente, aumentando o IPTU e o ISS de forma ditatorial.
Esses comerciantes e profissionais autônomos foram os eleitores que sustentaram a eleição de Abílio Brunini para a prefeitura da capital e receberam, em troca, como uma "facada pelas costas", o aumento dos impostos. Abílio, durante a campanha eleitoral, fez promessas de que não iria aumentar impostos caso fosse eleito; a máscara caiu de vez.
Alguns desses empresários sustentaram a campanha com recursos financeiros, abriram portas junto ao empresariado, construíram pontes e viabilizaram politicamente sua candidatura. Agora, são descartados como se fossem um estorvo.
O gesto não é apenas político. É simbólico. Abílio Brunini sai dessa história isolado, enfraquecido e desmoralizado, com risco real de ver sua carreira política encerrar prematuramente. Sem grupo e sem base consolidada, a reeleição em 2030 se torna um desafio quase impossível.
Abílio Brunini corre o risco de se tornar mais um "nada": isolado, sem grupo político e sobrevivendo apenas de capital pessoal, cada vez mais limitado. Um fim melancólico para quem teve papel central em uma das maiores viradas eleitorais da história recente de Cuiabá.
É esperar para ver até lá.