No Brasil o caso das emendas patrlamentares são um verdadeiro escândalo e um roubo contra a população brasileira, haja vista que, os benefícios nunca chegam na ponta, ou seja, em benefício da sociedade.
Durante muito tempo, o discurso oficial repetiu que o Brasil vive uma “crise de recursos”, que falta dinheiro para saúde, educação, infraestrutura e políticas sociais. A Operação Overclean desmonta essa farsa. O que existe, na verdade, não é escassez de verba pública, mas um sistema organizado de sequestro do orçamento, operado por meio das emendas parlamentares e executado via contratos fraudulentos travestidos de obras públicas.
O mecanismo é relativamente simples – e por isso mesmo perverso. Deputados destinam emendas para determinados municípios ou órgãos. Em tese, o recurso deveria financiar obras e serviços que beneficiariam diretamente a população. Na prática, parte significativa desse dinheiro é desviada para empresas previamente escolhidas, muitas vezes sem capacidade técnica, com indícios de superfaturamento, serviços não executados ou obras que nunca saem do papel. O dinheiro público cumpre seu papel: sai do Tesouro. O benefício social, porém, nunca chega ao povo.
É isso que se pode chamar, sem exagero, de privatização do orçamento público. O que deveria ser instrumento de política pública vira negócio privado. O imposto pago pelo trabalhador financia esquemas, não hospitais; contratos, não escolas; acordos políticos, não estradas.
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