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Ministérios ligados ao Centrão lideram aumento de verbas no Orçamento de 2026

CONGRESSO NACIONAL

11/01/2026 - 10:42 | Atualizada em 13/01/2026 - 10:04

Redação

Ministérios ligados ao Centrão lideram aumento de verbas no Orçamento de 2026

Foto: Reprodução

Três ministérios considerados estratégicos por lideranças do Centrão foram os principais beneficiados pelas mudanças promovidas no Orçamento da União de 2026 durante a tramitação no Congresso Nacional, informa a coluna de Andreza Matais, no portal Metrópoles. As pastas do Esporte, da Integração e Desenvolvimento Regional e do Turismo tiveram seus recursos ampliados em 100% ou mais no texto final aprovado, em comparação com a proposta inicial encaminhada pelo Poder Executivo.

O maior salto ocorreu no Ministério do Esporte. A dotação da pasta passou de R$ 1,1 bilhão no projeto original para R$ 2,4 bilhões na versão final relatada pelo deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL). O aumento de 118% beneficiou diretamente o ministério comandado por André Fufuca, filiado ao PP e aliado de partidos do bloco do Centrão.

Integração regional e peso político

Outro destaque foi o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, cujo orçamento saltou de R$ 6,1 bilhões para R$ 12,7 bilhões, um crescimento de 108%. A pasta é considerada uma das mais cobiçadas pelo Centrão por concentrar o controle da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf), estatal com forte presença em obras e projetos de infraestrutura em redutos eleitorais do Nordeste e do Norte do país.

O aumento expressivo reforça o papel da pasta como instrumento de articulação política regional, especialmente em um contexto de ampliação de investimentos discricionários, que podem ser direcionados conforme prioridades definidas pelo governo e pelo Congresso.

Turismo dobra orçamento

O Ministério do Turismo também teve seus recursos dobrados. A verba prevista passou de R$ 1,6 bilhão na proposta original enviada pelo Executivo para R$ 3,2 bilhões no relatório final apresentado por Isnaldo Bulhões, representando um crescimento de 100%.

A ampliação ocorre em um momento em que parlamentares defendem maior investimento em infraestrutura turística e eventos regionais, áreas frequentemente utilizadas como vitrines políticas em bases eleitorais espalhadas pelo país.

Outros ministérios e justificativa do relator

Além dessas três pastas, outros ministérios também registraram aumento de recursos, embora em proporções menores. O Ministério das Cidades teve acréscimo de 21% em relação ao texto inicial, enquanto o Ministério da Agricultura e Pecuária registrou crescimento de 10%.

Segundo o relator do Orçamento, Isnaldo Bulhões, as mudanças atenderam tanto a demandas do Poder Executivo quanto a solicitações feitas pelo Congresso Nacional ao longo da tramitação da proposta. De acordo com ele, o reforço orçamentário foi possível graças ao uso de verbas discricionárias do próprio Executivo, classificadas no Orçamento como RP 2, que permitem maior flexibilidade na destinação dos recursos.

“O que nós tivemos foi a construção de um relatório que tinha condições de ser aprovado”, afirmou Bulhões. Ele também ressaltou que, diferentemente de anos anteriores, o Orçamento de 2026 foi aprovado dentro do prazo constitucional, evitando atrasos que costumam gerar incertezas para a execução das políticas públicas.

O resultado final do Orçamento evidencia o peso político do Centrão nas negociações fiscais e a capacidade do bloco de influenciar a distribuição de recursos em áreas consideradas estratégicas para sua atuação no Congresso.

 

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