09/01/2026 - 12:05 | Atualizada em 11/01/2026 - 11:29
Cícero Henrique
O prefeito de Cuiabá Abilio Brunini (PL) teve que enfrentar a resistência de empresários durante uma reunião convocada pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-MT) e pela Associação das Empresas do Distrito Industrial (AEDIC), que discutiu, na noite de quinta-feira (8), o aumento da alíquota do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS-QN), de 3% para 5%. A LC 594/2025, de autoria do Executivo e aprovada pela Câmara Municipal, foi sancionada pelo prefeito e deve entrar em vigor em 29 de março de 2026.
Na reunião, Abilio ouviu duras cobranças de empresários, inclusive de pessoas que ajudaram sua eleição. Críticas vieram, inclusive, da suplente de senadora de direita Margareth Buzetti (Podemos). Buzetti é vice-presidente da AEDIC, e manifestou insatisfação com a decisão, afirmando que Abilio não foi eleito para aumentar a carga tributária. Ela chegou a discutir acaloradamente com o prefeito e deixou a reunião, segundo ela, "para não ouvir bobagem".
Abilio sanciona Lei Complementar que aumenta alíquotas do ISS

“Você é bom de jogar culpa nos outros da Reforma Tributária, você é ótimo. Por que eu votei a favor? Porque eu fiquei até 23h tentando passar o Fethab e consegui, então, tenho palavra. Agora, você é ótimo para falar dos outros”, afirmou Buzetti.
O prefeito tentou se defender, argumentando que o ISS deixará de existir com a implementação integral da Reforma Tributária, prevista para ocorrer até 2033.
A LC 594 beneficia com alíquota menos os empresários que instalarem seus negócios no CENTRO HISTÓRICO. Para compensar, a alíquota para as empresas sediadas no Distrito Industrial tiveram aumento de até 67%.
“Não estamos acabando com incentivos por capricho. Eles cumpriram um papel no Distrito Industrial, mas agora precisamos direcionar esse estímulo para onde a cidade mais precisa. O Centro Histórico está esvaziado, degradado, e precisa voltar a ter vida, emprego e circulação de pessoas”, afirmou Abilio Brunini.
Sobre o reajuste do IPTU, o prefeito negou aumento da alíquota. De fato, o que a Câmara aprovou foi o AUMENTO DO VALOR VENAL dos imóveis, base do cálculo do IPTU. Uma forma de aumento disfarçado que impacta o orçamento de todos os proprietários de imóveis no município.
O Presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Mato Grosso (CRECI /MT), Claudecir Contreira, proprietário de uma imobiliária, foi uma das vozes mais críticas.
"O senhor não foi eleito com essa proposta, prefeito, pelo contrário. O senhor prometeu queda de imposto. O senhor prometeu queda de imposto, e eu votei no senhor no segundo turno, porque acreditei na sua palavra. O senhor disse em um discurso de campanha: 'à medida que diminui-se o imposto, aumenta-se o emprego'. A minha linha à direita acredita nisso", insistiu o empresário.
Os empresários criticaram a gestão atual do município, argumentando que "a cidade está um lixo".
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