Em pronunciamento ao vivo transmitido por emissoras de TV e redes sociais, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump falou oficialmente sobre a operação militar que capturou Nicolás Maduro, ditador da Venezuela, desencadeada na madrugada deste sábado (3). Pouco antes da coletiva de imprensa transmitida de sua residência particular no resort de Mar-a-Lago, em Palm Beach, na Florida, Donald Trump divulgou a primeira imagem do ex-ditador a bordo do USS Iwo Jima (veja ao final).
Destaques do pronunciamento de Trump:
"VAMOS ADMINISTRAR O PAÍS"
"EMPRESAS AMERICANAS VÃO ATUAR E VAMOS GANHAR DINHEIRO PELA VENEZUELA"
"UMA SEGUNDA ONDA DE ATAQUES VIRÁ"
Trump atribuiu a Nicolás Maduro a violência em cidades estadunidenses e à Força Nacional o controle da criminalidade em Washington.
O presidente dos EUA afirmou que Maduro permaneceu no poder de forma ilegítima e roubou as empresas americanas que construíram a indústria petrolífera na Venezuela.
Trump fala em 'fim da ditadura de Maduro', mas em nenhum momento em seu pronunciamento usou a palavra democracia. Falou em assegurar o poder global dos EUA, em negociar petróleo, ganhar dinheiro e administrar a Venezuela até que o país se reestruture. Mas, não deu detalhes de como fará isso.
"O que as pessoas não entendem — mas passam a entender quando digo isto — é que estamos lá agora, e vamos permanecer até que a transição adequada possa ocorrer. Portanto, vamos ficar e, essencialmente, administrar o país até que uma transição correta seja possível", disse.
"Como todos sabem, o setor de petróleo na Venezuela foi um fracasso, um fracasso total por um longo período. Eles estavam produzindo quase nada em comparação com o que poderiam estar produzindo e com o que poderia ter acontecido. Vamos levar nossas grandes empresas petrolíferas dos Estados Unidos — as maiores do mundo — para investir bilhões de dólares, consertar a infraestrutura gravemente danificada, a infraestrutura de petróleo, e começar a gerar dinheiro para o país. E
estamos prontos para lançar um segundo ataque, muito maior, se for necessário. Estávamos preparados para realizar uma segunda onda, se fosse preciso. Na verdade, presumíamos que uma segunda onda seria necessária, mas agora provavelmente não será", emendou.
